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Rnters. De smartphones a árvores, alugar é a máxima

Guilherme Guerra e Francisco Bento são dois dos fundadores da Rnters. FOTO: Leonardo Negrão / Global Imagens
Guilherme Guerra e Francisco Bento são dois dos fundadores da Rnters. FOTO: Leonardo Negrão / Global Imagens

Talvez seja mais conhecida por fomentar o projeto Pinheiro Bombeiro, mas a startup Rnters tem uma plataforma que permite o aluguer de quase tudo.

A aventura de lançar uma comunidade de aluguer começou há quase quatro anos. A ideia germinou em Bali, onde Guilherme Guerra passava uns dias e queria alugar uma prancha de surf e não encontrou forma. O nascimento aconteceu em Lisboa já em parceria com os amigos Francisco Bento e João Loff. “Juntámo-nos para fundar a Rnters com o objetivo que tem hoje: ser um marketplace [mercado online] de aluguer, que permite que uma pessoa lucre com artigos que tem mas não usa todos os dias. Ao mesmo tempo, é uma alternativa à compra para quem quer usar temporariamente”, diz Guilherme Guerra, CEO.

“Percebemos pelo caminho que temos artigos que são alugados o ano inteiro, como câmaras fotográficas e telemóveis. Muita gente entrega os telemóveis para reparação e garantia. A nossa alternativa é excelente para a utilização temporária. Há também pessoas que querem testar topos de gama antes de comprar.”

Material para eventos e puericultura são também itens muito procurados. Há já comunidades informais que promovem o aluguer/cedência destes itens e o que Rnters procura é descobrir estes grupos e trazê-los para a plataforma. Para os proprietários, é lhes dado valor acrescentado uma vez que a plataforma garante a segurança de todas as transações e uma garantia para todos os produtos.

Já com conhecimento do mercado, a Rnters está também a apostar no segmento B2B, focando-se em empresas de aluguer. “Por várias razões, hoje em dia começamos a ter estas empresas a fazerem todas as transações através da nossa plataforma”, nomeadamente por não terem um sistema completamente digitalizado e poderem também ter um alcance maior graças a uma maior visibilidade gerada por estarem numa plataforma com vários objetos.

Apesar de ainda estarem muito focados em Lisboa, a startup está já a estudar outros mercados nomeadamente cidades do sul da Europa. “A nossa estratégia sempre foi não usar dinheiro de investimento de capital de risco para testar hipóteses; [além dos capitais próprios] houve liquidez com outros projetos de aluguer que conseguimos alavancar e que nos deram novos utilizadores. Agora é altura de escalar e é preciso capital de risco” estando já a trabalhar para angariar a primeira ronda de financiamento.

Pinheiro Bombeiro

Pelo terceiro ano, a Rnters aposta no aluguer de pinheiros para que as famílias possam ter uma árvore de Natal natural. O projeto está focado na sustentabilidade ambiental – os pinheiros iam ser vendidos para serem transformados em biomassa – e, ganhando uma segunda vida, tornam-se uma árvore de Natal alugada, acabando por gerar receita, sendo uma percentagem canalizada para ajudar os bombeiro voluntários. “Quando acaba o Natal, o pinheiro deixa de ter valor para as famílias e é devolvido à Rnters para ser vendido para biomassa.” A startup conta com três mil pinheiros para alugar este ano, dos quais dois mil já têm casa.

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