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Saiba como os portugueses resolveram um problema nas apps da Samsung

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A ADYTA, uma spin-off da Universidade do Porto, descobriu e resolveu um bug no sistema de atualizações na loja da Samsung.

O sistema de atualizações da loja de aplicações (Galaxy Apps Store) da Samsung teve um problema nos últimos meses: era possível executar código não autorizado através da interceção dos pedidos de atualização da loja de aplicações da marca, o que poderia permitir a terceiros interferir com os dispositivos. Mas esta situação acabou por ser detetada pelos portugueses da ADYTA, uma spin-off da Universidade do Porto, especializada em cibersegurança e em comunicações seguras.

A Samsung teve conhecimento deste problema porque os portugueses submeteram um relatório ao programa Mobile Security Rewards Program, que permite que os profissionais da área apresentem exercícios de segurança que tenham feito nos dispositivos móveis da marca. Como o relatório foi aceite e o problema foi corrigido, a ADYTA foi recompensada financeiramente por uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

“O facto de termos agora detetado e contribuído para que se resolvesse o problema da Galaxy Apps Store satisfaz-nos muito, pois significa que atingimos relevância para a marca a uma escala global. A Samsung tem a boa prática de procurar constantemente melhorar a segurança das suas plataformas e dispositivos e, para nós, ADYTA, é uma honra podermos contribuir com o nosso trabalho para que isso aconteça. Além do mais, este reconhecimento é mais uma prova de que Portugal tem muito valor na área tecnológica”, assinalou Carlos Carvalho, líder desta spin-off em declarações ao Dinheiro Vivo.

Em Portugal, a ADYTA tem trabalhado com a Samsung na área da cibersegurança, nos testes à plataforma de segurança de empresas Knox. Esta aposta recebeu mesmo “o primeiro certificado de segurança atribuído pelo Gabinete Nacional de Segurança. O objetivo é proporcionar uma melhoria contínua à plataforma através dos nossos testes e análises”.

A ADYTA nasceu em 2015 na Universidade do Porto e “centra a sua atividade na área da defesa e salvaguarda de comunicações através de soluções inovadoras e ajustadas a cada cliente. Além do desenvolvimento dessas soluções, presta também serviços nas áreas de desenho e implementação de sistemas de cloud e na área da proteção de dados, com uma equipa altamente especializada, tanto em auditorias e análise de vulnerabilidades de sistemas e redes, como na gestão de dados em conformidade com o recente Regulamento Geral sobre Proteção de Dados”.

A startup do Porto colabora com o Gabinete Nacional de Segurança, a Comissão Nacional de Proteção de Dados e a Procuradoria-Geral da República.

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