Aceleração

Santa Casa à procura de startups de impacto social para programa de aceleração

A Casa do Impacto está sediada no Convento de São Pedro de Alcântara, em Lisboa.
A Casa do Impacto está sediada no Convento de São Pedro de Alcântara, em Lisboa.

As candidaturas para o Rise for Impact estão abertas até ao dia 14 de junho.

É o mais recente espaço para startups, em Lisboa, e está a criar buzz no ecossistema empreendedor português. Inaugurada no final do ano passado, a Casa do Impacto é o hub de inovação social e empreendedorismo da Santa Casa da Misericórdia, instalada no Convento de São Pedro de Alcântara, em pleno Bairro Alto, de frente para o miradouro. Tem uma missão: ajudar empresas de impacto social.

“Eu refiro muito o impacto e não o empreendedorismo social, porque acho que o empreendedorismo social é uma definição que está um bocadinho mais ultrapassada, porque remete muito as pessoas para non profit, para associações e cooperativas. E o drive das startups que temos aqui é fazer dinheiro, como todas as outras. A diferença é que querem criar impacto social ou ambiental no meio onde se inserem,” explica ao Dinheiro Vivo, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.

Ajudar estas empresas que pretendem mudar o mundo é o mote da instituição que está, por isso, a lançar um programa de aceleração em nome próprio: o Rise for Impact. O objetivo é ajudar startups numa fase inicial a transformar as suas ideias em soluções viáveis. Serão dez as startups escolhidas e o critério principal é que os projetos respondam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.

O programa, cujas candidaturas estão abertas até ao dia 14 de junho, vai decorrer em três fases: Bootcamp, Capacitação e Incubação. O Bootcamp terá lugar num fim de semana para um número alargado de startups candidatas. Daqui sairão as 10 selecionadas para a Capacitação, fase que terá uma duração de dois meses. Por fim, os três projetos mais bem classificados passarão para a Incubação, que durará quatro meses.

As startups que participarem na fase de Capacitação e Incubação terão ainda acesso a bolsas mensais, bem como a mentoria da Casa do Impacto. “O nosso objetivo é criar um pipeline cada vez maior de startups de impacto social”, sublinha Inês Sequeira. “Há uma tendência cada vez maior para este tipo de negócios e, apesar de nos Estados Unidos já terem percebido que esta tendência pode ser vantajosa, em Portugal ainda não há essa perceção”.

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