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Save2Compete. Da EDP para o mundo em nome da eficiência energética

Luís Oliveira lidera a Save2Compete. FOTO: Direitos Reservados
Luís Oliveira lidera a Save2Compete. FOTO: Direitos Reservados

Startup que nasceu da elétrica nacional criou solução para as utilities ajudarem as empresas a baixar a fatura da energia.

A história do nascimento da Save2Compete não obedece aos padrões comuns do mundo das startup. Há alguns anos, dentro da EDP, foi desenvolvida uma plataforma que tinha como missão promover a eficiência energética das PME nacionais. O programa foi bem-sucedido e, no início deste ano, foi feito um spin-off, tendo os dois criadores da plataforma lançado uma startup, a Save2Compete. O objetivo é trabalhar com outras firmas do ramo energético – a quem é dirigida a solução -, de forma que, depois, possam usá-la junto do tecido empresarial local.

“A Save2Compete dedica-se a ajudar utilities [empresas do setor energético e de águas] a digitalizarem a forma como abordam os serviços de energia. Conseguimos de uma forma digital produzir propostas para [as empresas] implementar soluções que ajudam a fatura energética. Começámos por fazer isto dentro da EDP. Foi bem-sucedido. A EDP conseguiu aumentar bastante as vendas de serviços de energia, neste caso concreto das PME. O que percebemos é que para ter um contributo global precisaríamos de o fazer com outras utilities. Daí surgiu a ideia de fazer desta plataforma um negócio de software”, diz Luís Oliveira, CEO, ao Dinheiro Vivo.

O empreendedor reconhece que não é muito comum uma startup nascer a partir de um spin-off de uma grande empresa, mas, “na transição energética, há oportunidades interessantes que as pessoas com as competências certas para começar a trabalhá-las estão dentro deste tipo de empresas”.

A companhia liderada por António Mexia é, naturalmente, a primeira cliente da startup. Contudo, o objetivo é alargar o raio de ação e, para isso, o programa de aceleração Free Electrons (executado por várias elétricas mundiais, incluindo a EDP), do qual foram uma das dez empresas finalistas, dá um impulso importante. “A nossa ideia é começar pela Europa e pelos EUA. Podemos fazer algum negócio pontual noutras geografias mas a ideia é centrarmo-nos nestes mercados inicialmente. O Free Electrons é interessante porque nos permite ter bastantes contactos com utilities e assim começar a trabalhar já potenciais negócios futuros.”

Luís Oliveira não esconde que estas utilities de diferentes pontos do globo “têm conhecimento de mercado suficiente para depois ajudarem as soluções a chegar aos clientes. Este é o motivo pelo qual a nossa solução é para utilities; para que depois utilizem, de forma a, com as personalizações necessárias para aquele mercado, conseguirem fazer a implementação de serviços de energia”.

A startup conta com uma equipa de 13 pessoas e admite procurar investimento no próximo ano.

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