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ScaleUp Valley. Eles ajudam as startups a escalar negócios

Porto, 22/07/2019 - Miguel Dias e Maria Menezes, líderes da ScaleUp Valley, empresa que ajuda as startups a escalarem os seus produtos mais depressa no mercado. (André Rolo / Global Imagens)
Porto, 22/07/2019 - Miguel Dias e Maria Menezes, líderes da ScaleUp Valley, empresa que ajuda as startups a escalarem os seus produtos mais depressa no mercado. (André Rolo / Global Imagens)

Miguel Dias, Maria Menezes e Andrew Wong criaram boutique para levar receitas das empresas ao cume.

A ScaleUp Valley é uma espécie de escola de alpinismo para as empresas. Esta boutique foi criada, em 2013, por Miguel Dias, Maria Menezes e Andrew Wong, e põe as companhias a escalar, em alguns anos, as receitas de dois milhões para cem milhões de euros. A plataforma de tradução automática Unbabel foi uma das empresas portuguesas a frequentar esta escola, que começou através de contactos pelo LinkedIn e pelo Skype.

“As empresas pagam uma mensalidade por um programa personalizado que inclui coaching para toda a equipa executiva e a implementação de ferramentas de liderança, como os Rockefeller Habits”, explicam Miguel e Maria, que têm raízes no Porto.

Mais do que palavras, o programa da ScaleUp Valley ajuda as empresas a definir oportunidades estratégicas, a captar grandes clientes – e que podem gerar mais receitas -, e a desenvolver novas técnicas para criar mais impacto no negócio. Deste modo, esta boutique quer que as startups escalem com ainda mais força e se transformem em scaleups conhecidas em todo o mundo.

“A lógica é que cada pessoa que esteja nas empresas faça todas as perguntas. Nós, depois, vamos buscar os melhores especialistas de cada área para os ajudar.” Estes mentores, oriundos de grandes empresas tecnológicas internacionais, atuam nas áreas da engenharia, produto, recursos humanos e marketing.

No caso da Unbabel, Miguel Dias recorda-se de um trabalho “muito personalizado, sobretudo na área do marketing”. Mas não faltam exemplos de outros clientes que tenham trabalhado com a ScaleUp Valley, como várias startups que participaram em programas de aceleração da Telefónica e o clube de investidores Faraday.

A ideia de escalar empresas começou quase na viragem do milénio, à mesa dos pais de Miguel Dias. “Tínhamos uma empresa de calçado e conversávamos sobre negócios a toda a hora com fornecedores de várias geografias. Comecei a apaixonar-me pelo mundo das empresas e dos seus líderes. Entrei numa agência de branding e percebi quão difícil é ser CEO. É uma atividade muito solitária e que implica acompanhamento.”

Em 2013, Miguel cometeu “uma das maiores loucuras de sempre: criar uma empresa com ambição global desde o dia 1”. O português, na altura, comportava-se como um corretor da bolsa: “Usava muitas vezes o LinkedIn e o Skype, de manhã à noite, à procura de líderes de empresas da Ásia, Europa, América Latina, EUA, Canadá e África.” Foi nesta busca que o investidor malaio Andrew Won acabou por juntar-se a Miguel Dias e a Maria Menezes.

Sem necessidade de investidores externos, a ScaleUp Valley está a tornar-se uma boutique cada vez mais seletiva mas com objetivos cada vez maiores, sobretudo junto dos unicórnios – empresas avaliadas em pelo menos mil milhões de dólares.

“Já trabalhámos com um dos três unicórnios portugueses. Se pudermos trabalhar com dez dos próximos cem unicórnios, seremos uma referência mundial. A partir daí, o nosso valor será cada vez mais personalizado e junto de cada vez menos pessoas. No futuro, queremos levar as empresas não a cem milhões mas aos mil milhões ou dez mil milhões de euros em receitas.”

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