Science4You: 2016 é para “entrar à séria” no mercado norte-americano

Empresa nacional prepara-se para a época de Natal e espera duplicar vendas no final do ano. Miguel Pina Martins quer estabilizar presença da marca na Europa

Setembro de 2015. A Science4You realizou um aumento de capital de sete milhões de euros, totalmente subscrito por empresas portuguesas. O principal objetivo foi, na altura, financiar a expansão da empresa nacional de brinquedos educativos para mercados internacionais. Mas a grande meta da marca liderada por Miguel Pina Martins para 2016 é “entrar à séria” no mercado norte-americano.

“A presença atual pode ser mais forte. O mercado norte-americano pode ser muito grande e ainda não tem a dimensão que merece”, analisa o presidente executivo da Science4You em entrevista ao Dinheiro Vivo.

A empresa, que mantém todas as suas bases em Portugal, espera duplicar as vendas do ano passado, “para 11,5 a 13,5 milhões de euros”.

O Natal, que representa entre 60% e 70% das receitas no último trimestre, deverá dar o principal contributo. Para esta época, a Science4You tem três novidades prestes a ser lançadas e que pudemos ver ao longo desta reportagem, que decorreu no Tec Labs da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O Smart Monkey é literalmente um macaco inteligente. Com uma ligação Bluetooth entre este animal de peluche e o tablet e o smartphone, as crianças entre os 3 e os 6 anos podem aprender a contar números e muitas outras operações graças a uma aplicação que estará disponível, gratuitamente, para quem comprar este brinquedo.

A Science4You vai lançar ainda mais dois drones, os modelos 2XL e mini, ambos com câmaras de alta definição, além de apresentar mais experiências de ciência explosiva e dos rockets, os “brinquedos mais exportados”. A presença dos kits de botânica, de ecologia e de química, embalados com o símbolo da Fnac e que são vendidos no mercado francês, também se destacam no gabinete do CEO. 

Mas a presença da Science4You já se estende por vários continentes. Encontra-se atualmente em 24 países e em sítios tão diferentes como Angola, Brasil e China. O continente europeu, no entanto, continua a ser a grande prioridade. “Estamos muito mais empenhados em consolidar na Europa, onde temos as maiores vantagens competitivas, por termos a nossa base em Portugal, ao contrário de 95% das empresas em todo o mundo”, lembra o CEO da fabricante de brinquedos nacional. Esta base foi reforçada em agosto com a abertura de uma fábrica no MARL, com mais de oito mil metros quadrados.

Ainda em relação aos brinquedos, Miguel Pina Martins critica a “falta de entusiasmo e de ensino experimental” nas escolas portuguesas e considera mesmo que “brincar com os nossos produtos tem o mesmo efeito de ir a uma feira de ciência. Um dos grandes desafios para ter uma sociedade desenvolvida é entusiasmar o nosso sistema de ensino, para ser mais experimental”.

A Science4You quer, por isso, ter “cada vez mais produtos focados na diversão e na educação das crianças”, mesmo assumindo o desafio de “fazer o equilíbrio entre a aprendizagem e o entretenimento”. A meta para 2017 é atingir vendas de 20 milhões de euros, mais do triplo do montante registado em 2014: seis milhões de euros.

A empresa também quer aumentar os lucros, que atualmente representam “entre 12% e 13% das receitas”, ou seja, a Science4You pode terminar com um resultado positivo acima do patamar de um milhão de euros, pela primeira vez em sete anos de história.

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