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Second Home. “Devíamos ter apostado logo ao início num lugar maior”

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Com uma enorme lista de espera, a Second Home Lisboa já não é suficiente para acolher todos os que se candidatam.

“Uau, já passou um ano?” Há um misto de surpresa e entusiasmo em Rohan Silva quando fala do primeiro aniversário da Second Home em Lisboa. Foi a 7 de dezembro do ano passado que o icónico espaço de cowork londrino decidiu abriu portas a um irmão mais novo na capital portuguesa. “Esta não foi só a primeira vez que saímos de Londres. Esta foi a nossa segunda Second Home de sempre. Nunca tínhamos feito nada do género,” conta o fundador.

Passado um ano, o britânico, antigo conselheiro do ex-primeiro-ministro David Cameron, continua tão ou mais apaixonado por Lisboa quanto no início. E assume-se nada arrependido em relação à decisão de ter feito nascer uma versão lisboeta da Second Home. As expressões “incrível”, “maravilhoso” e “um sonho” são uma constante no seu discurso. O maior orgulho, conta, foi ter conseguido fazer vingar junto dos portugueses o ideal da Second Home. “A nossa missão e propósito é juntar várias indústrias e áreas de trabalho diferentes. Acreditamos que isso é muito importante para estimular a criatividade e o empreendedorismo. E o que acabou por acontecer aqui foi um conjunto incrível de colaborações, não só nesta comunidade mas também entre esta e a de Londres.”

“Todas as semanas em Londres temos empresas portuguesas, da nossa comunidade de cá, para se encontrarem com investidores baseados lá.”

A ponte com a capital britânica tem sido uma das mais-valias para as empresas que se instalam na Second Home de Lisboa. É que apesar de Rohan Silva conseguir enumerar uma vasta lista de semelhanças entre as duas cidades, também admite que há algumas diferenças fundamentais. “Em Londres, há mais empresas maiores, empreendedores experientes e mais capital para investir em startups. Em Lisboa ainda não há tanto. Mas muito interessante é que todas as semanas em Londres temos empresas portuguesas, da nossa comunidade de cá, para se encontrarem com investidores baseados lá”, explica.

Mas no balanço deste primeiro ano, nem tudo foi espetacular. Há arrependimentos pelo caminho, reconhece o fundador. Para começar, Rohan Silva gostaria de ter aproveitado melhor Lisboa. “Passei imenso tempo cá antes de abrirmos, mas depois reduzi a frequência.” E mais importante, acredita que deveria ter escolhido um local diferente na cidade para se instalar. “Tenho alguma tristeza por este espaço não ser suficientemente grande. Se calhar, devíamos ter apostado logo ao início num lugar maior. É que ficámos cheios tão rapidamente e isso trouxe-nos dois problemas: primeiro porque temos uma lista de espera gigante. E depois, se as equipas crescem, têm de sair daqui, porque já não há espaço”, lamenta.

Leia aqui: Cinco coisas que tem de saber sobre a Second Home

Mas as dificuldades empurraram a equipa da Second Home para a próxima etapa. Recentemente, Rohan Silva anunciou que irá inaugurar um novo espaço em Lisboa: maior – cinco ou seis vezes o tamanho do espaço atual, no Mercado da Ribeira – e mais central. O investimento é de mais de 10 milhões de euros e a inauguração está prevista para 2019. A localização, para já, ainda não pode ser revelada. “Tudo o que posso dizer é que estamos na fase final das negociações e que é muito central. Assim que o acordo estiver assinado, que deve acontecer ainda este ano, revelamos o local”, promete.

Nos próximos meses este será um dos seus maiores focos de atenção. Mas Rohan terá ainda muito mais para planear. É que para além do segundo Second Home em Lisboa, está ainda a preparar a abertura de mais dois espaços em Londres e ainda uma expansão para Los Angeles, nos Estados Unidos. “Se falarmos daqui a dez anos, não vai interessar às empresas se estão no Second Home de Lisboa ou Londres ou Los Angeles. O mais importante é estarmos a criar uma comunidade verdadeiramente global. Queremos facilitar o acesso das pessoas de um local ao outro.”

E quanto a uma expansão para outras cidades portuguesas, o fundador não põe a hipótese de lado. Só que não para já. “Podemos estar abertos a isso. A razão pela qual o segundo espaço é em Lisboa é porque acreditamos em clusters. Temos grandes ambições mas somos ainda uma empresa pequena. Não nos conseguimos esticar demasiado. O próximo passo é ir mais para o centro de Lisboa. Mas depois disso, claro, adoraríamos ir para outras cidades do país.”

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