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Sensei com financiamento de 500 mil euros para iniciar expansão

Fundadores da Sensei: Joana Rafael, Vasco Portugal e Paulo Carreira. Fotografia: DR
Fundadores da Sensei: Joana Rafael, Vasco Portugal e Paulo Carreira. Fotografia: DR

Startup portuguesa contou com apoio dos grupos de retalho Metro e Sonae e da aceleradora Techstars.

A Sensei, startup portuguesa que transforma câmaras de videovigilância em sensores numa loja ou supermercado, obteve financiamento de 500 mil euros em ronda de financiamento pre-seed. Na segunda ida ao mercado, a empresa contou com investidores como os alemães do grupo Metro, os portugueses da Sonae – através da Sonae IM (Bright Pixel) – a aceleradora Techstars e ainda vários business angels. Depois da segunda ida ao mercado, a Sensei quer iniciar a sua expansão internacional para a Alemanha.

Fundada em 2017 a partir do Meta Innovation Consulting Group (Meta), a Sensei pode ser considerada como o Google Analytics dos espaços físicos como a aplicação real do conceito Amazon Go. Em filas de espera, por exemplo, a loja sabe quando é que pode abrir ou fechar caixas de atendimento mediante o número de pessoas que entram e os padrões de compra dentro da loja.

Isto é possível porque esta startup desenvolveu um algoritmo que consegue transformar uma câmara de segurança, ou qualquer câmara previamente instalada, num sensor que digitaliza todo o espaço, produtos e interações de visitantes, em informação que permite compreender qual a experiência do cliente.

Através de um software intuitivo, apresenta a visão da loja, deteta prateleiras vazias, o espaço que os clientes percorrem, se os produtos expostos captam a atenção, contabiliza o fluxo de entrada e saída e todas as interações no espaço de loja, e se essa movimentação se traduz em venda. As tecnologias utilizadas pela Sensei são habitualmente usadas em áreas como a robótica e os carros autónomos.

“A nossa missão é digitalizar o mundo físico do retalho, tornando as lojas mais inteligentes e capazes de interpretar as necessidades dos clientes, juntando o melhor dos dois mundos: a emoção da experiência de compras numa loja física e a eficiência de ter todas as operações interconectadas de uma loja digital. Queremos tornar a experiência em loja mais conveniente para o cliente, sem barreiras e mais personalizada do que alguma vez foi possível”, destaca Vasco Portugal, um dos fundadores da Sensei, em nota enviada às redações esta segunda-feira.
A entrada no acelerador do grupo de retalho alemão Metro, em setembro de 2017, em parceria com a Techstars, também ajudou a arrancar este investimento.

“A Sensei disponibiliza informação que ajuda as lojas físicas a compreender melhor os seus clientes e a implementar ferramentas que ajudam no crescimento das vendas. Acreditamos que o Sensei está realmente a criar valor para os seus clientes e que a sua história vai continuar”, assinala Olaf Koch, presidente executivo do grupo Metro.

A Techstars justifica que “não só investiu numa equipa com conhecimentos profundos na área mas também no seu foco em trazer o retalho físico para a era digital, onde a informação captada consegue tornar a experiência de compra completamente otimizada, tanto para o vendedor como para o cliente”, sublinha Greg Rogers, diretor executivo da Techstars.

As lojas físicas representam cerca de 90% do comércio de retalho e as ruturas em prateleira, de stock e ineficiências operacionais podem significar perdas anuais de 1,5 biliões de dólares, segundo estimativas do mercado.

Além de Vasco Portugal, a Sensei foi fundada em 2017 por Joana Rafael e Paulo Carreira. Estes fazedores conjugam o conhecimento do negócio do retalho com a tecnologia. Após esta ronda, esta startup passou a ter um investimento acumulado de 600 mil euros, depois de, em 2017, ter recebido 100 mil euros do programa de aceleração Fiware.

Recorde aqui: Sensei. Eles sabem onde passamos mais tempo no supermercado

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