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Shareacar: O seu carro pode servir para as férias dos turistas

José Francisco de Sousa, fundador da Shareacar. Fotografia: DR
José Francisco de Sousa, fundador da Shareacar. Fotografia: DR

Empresa de car sharing quer dar um milhão de euros aos portugueses até 2018 e conta estender-se ao Porto e região do Algarve nas próximas semanas

O seu carro pode transformar-se numa fonte de rendimento e ajudar um turista que estiver em Portugal. Isso é possível graças à Sharecar, uma nova empresa de partilha de automóveis (car sharing) fundada por José Francisco de Sousa em conjunto com outros dois sócios, João Marques Rosa (responsável tecnológico) e Ricardo Ortigão Ramos (responsável financeiro). Com aluguer mínimo de um dia e sobretudo para trajetos longos, esta startup pretende “dar um milhão de euros aos portugueses até 2018”.

Através da internet, os proprietários podem colocar os carros à disposição dos turistas e definir qual o preço de aluguer. Os veículos têm de ter até sete anos e estar em perfeitas condições de funcionamento. O dono do carro não tem qualquer despesa; os turistas têm de devolver o automóvel com a mesma quantidade de combustível com que foi entregue.

O seguro, que inclui cobertura de responsabilidade civil e de danos próprios, não tem custos para o proprietário e é garantido pela Allianz. A Sharecar fica com uma comissão de 30%; os restantes 70% ficam para o proprietário. A empresa garante uma poupança de 30% no aluguer de automóveis durante a época alta e que o turista recebe mesmo o carro pedido “e não um modelo similar”.

“O carro tem um custo anual médio de 5 mil euros, incluindo todas as despesas. Entendemos que os portugueses devem tirar partido do turismo”, defende José Francisco de Sousa ao Dinheiro Vivo. Só em 2016, o nosso país recebeu mais de 19 milhões de turistas, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Mais de metade foram estrangeiros.

No início, eram as carrinhas
Antes de partilhar um carro ligeiro, José Francisco de Sousa tinha ideias maiores. Tudo começou em 2015, com um fim de semana prolongado.

“Queria alugar uma ‘pão de forma’ para passear. O máximo que consegui encontrar foi uma carrinha no OLX. Não tive de apresentar quaisquer garantias nem havia seguro. Se tivesse corrido tudo mal, como seria a questão da responsabilidade?”, recorda.

José Francisco começou por isso a pensar num serviço de partilhar de carrinhas, o Shareavan. Só que depois de vários contactos não conseguiu chegar a acordo com as companhias de seguros. A existência de uma apólice era imperiosa. Foi daí que nasceu a Shareacar, com um investimento próprio de 50 mil euros.

Acreditando na ideia, José Francisco decidiu tirar uma licença sem vencimento da Unilever Jerónimo Martins, depois de seis anos no grupo. A decisão foi tomada em 2016, quando era o brand manager (gestor de marca) da Axe.

Dupla responsabilidade
Quando decidiu focar-se na Shareacar, José Francisco ainda não sabia que tinha outro desafio pela frente. Estava à espera de um filho, que nasceu há três semanas. Mesmo com a responsabilidade de tomar conta de dois ‘filhos’, o gestor de marcas já está a preparar os próximos passos da Sharecar.

“O Verão vai ser uma época crucial para atingirmos o break even (equilíbrio financeiro).” A primeira ronda de investimento (pré-seed) está atualmente a ser negociada e poderá representar um encaixe de mais de 200 mil euros. Este montante permitirá também que o serviço da Shareacar chegue ao Porto e à região do Algarve nas próximas semanas.

A ideia não é ficar por aqui e o conceito poderá estender-se para lá das grandes cidades. Além disso, está a ser avaliada uma parceria com a plataforma Mobiag, para a utilização da frota de veículos em trajetos mais curtos.

(Notícia corrigida às 13h25 de 27/04/2017: a possibilidade de parceria é com a empresa Mobiag e não Citydrive, como incorretamente referida no último parágrafo)

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