Smart Open Lisboa: “Programa liga dois mundos”

SOLS

Esta ano a Smart Open Lisboa promoveu a ligação direta entre as grandes empresas e as startups.

Paulo Soeiro de Carvalho, diretor municipal de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, faz um balanço positivo da iniciativa, que juntou grandes empresas e startups.

Que novidades trouxe esta edição do Smart Open Lisboa?

A mudança nesta edição foi a ligação direta que fizemos entre as grandes empresas e as startups. As empresas disseram-nos o que precisavam e nós procurámos uma startup que pudesse oferecer uma solução que se encaixasse numa necessidade corporativa. As startups apresentam os pilotos que estão a desenvolver em palco ao lado da sua principal empresa parceira. Tivemos os dois em palco. A empresa também tem de demonstrar que está ativa e que tem resultados para apresentar.

Quais estão a ser as principais dificuldades nestas parcerias com culturas tão diferentes?
As grandes empresas têm tempos de decisão mais lentos do que as startups. Em geral as startups centram-se em soluções específicas, querem escalar rapidamente, são ágeis. Este programa liga estes dois mundos, com idades e tempos distintos. É preciso tempo para se conhecerem.

Qual o balanço que faz dos acordos e contratos de parceria?
Tem corrido bem. Os acordos integram os temas da propriedade intelectual – quem fica na posse do quê [propriedade das patentes] e dos dados – quem recolhe os dados e quem pode ter acesso a eles. Há pilotos em que é mas fácil a contratualização do que outros.

Qual é o futuro destas parcerias?
Depois dos pilotos, as startups podem manter-se como fornecedoras das empresas. As empresas podem adquirir integralmente as startups ou apenas entrar no seu capital. Já aconteceu as empresas entrarem no capital das startups para poderem ter uma palavra a dizer nas decisões estratégicas.

Qual é a origem do SOL?
Este projeto nasceu e é coordenado pela área de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, onde estou desde 2011, altura em que a direção foi criada. A Beta-i foi a empresa escolhida para fazer a coordenação. A ideia nasceu com a pergunta: como podemos incentivar o nascimento de soluções para melhorar a vida na cidade? O que acontece com o SOL é que nós oferecemos a cidade: as ruas e avenidas, as escolas, etc. Fizemos de Lisboa um laboratório aberto de inovação e experimentação.

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