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Só um terço das startups ainda sobrevive sete anos depois

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Novos negócios são os que mais crescem no primeiro ano de atividade. Apostam na exportação e na liderança por mulheres

Em Portugal, nasceram 309 550 novas empresas e organizações entre 2007 e 2015, o que representa uma média de 34 mil por ano. São negócios muitas vezes inovadores, que apostam na criação de emprego e com um perfil exportador. No entanto, a sobrevivência ainda é o maior desafio para estes negócios – um terço morre ao fim do primeiro ano e, ao fim de sete anos, só um terço ainda mantém atividade, mostra um estudo da Informa D&B.

“Os primeiros anos são fundamentais para a sobrevivência das startups”, refere a consultora num estudo onde analisou a evolução do empreendedorismo entre 2007 e 2015. Neste período, dois terços das novas empresas conseguiram ultrapassar o primeiro ano de vida; mais de metade (52%) atingiram o terceiro ano e só 41% chegaram ao quinto ano, a marca da passagem à vida adulta. No sétimo ano, apenas um terço das empresas mantinha atividade aberta.

Em todo o caso, a consultora realça que “metade dos setores tem uma taxa de sobrevivência superior à do universo empresarial”, sendo as áreas da agricultura, pecuária, pesca e caça as que mais resistem à passagem dos anos. Em contrapartida, os setores do alojamento, restauração e ainda da construção apresentam as taxas de sobrevivência mais baixas.

À semelhança do que acontece nas empresas tradicionais, o setor dos serviços é o que atrai mais empreendedores (27,5%), especialmente na região de Lisboa, onde representa 34,8% dos novos negócios. No Norte do País, também à boleia do que é tradicional, as indústrias transformadoras são as que mais conquistam, representando 12,5% das empresas criadas.

Mas as startups também apresentam características novas. Por exemplo, crescem especialmente nos primeiros anos de atividade, tendo um aumento de 136%, em média, no primeiro ano, valor que triplica geralmente ao segundo e que, no sétimo, já é cinco vezes maior do que no início.

Estes negócios, mostra a Informa D&B, também apresentam um crescimento mais acelerado no número de contratações de trabalhadores. Ao fim do primeiro ano, o volume de empregados cresce, em média, 34%, valor que duplica, geralmente, aos sete anos de atividade e com o negócio mais estável.

Há outra inovação: é nas empresas mais jovens que há mais mulheres em cargos de topo. A gestão e a liderança femininas atingem 35,2% e 32,3% destes negócios, que são quase totalmente (94%) gerados por iniciativa individual, tendo como sócios pessoas singulares e, uma ínfima parte (6%) entidades investidoras externas por detrás da estrutura de capital. O número de mulheres à frente dos negócios, vai diminuindo à medida que as empresas envelhecem e apenas 27,1% dos negócios mais maduros apresentam mulheres na liderança, a maioria responsável pela criação do seu próprio emprego.

Esta é, de resto, uma característica transversal. No levantamento que realizou, a consultora percebeu que estes mais de 300 mil nascimentos de novas empresas em Portugal envolveram 47 mil empreendedores por ano – 420 mil no total -, sendo a maioria (64%) “empresários pela primeira vez”. Além disso, 76% destes empreendedores assumiram a gestão das empresas que criaram.

Há ainda outra nota comum nestes negócios – assumem um perfil exportador desde o primeiro ano de atividade.

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