joalharia

Sopro Jewellery. Joias artesanais a preços acessíveis

Andreia Quelhas Lima trabalha a partir do Porto para 30 pontos de venda em Portugal. Austrália e EUA fazem parte da lista das exportações. Fotografia: Miguel Sousa/Global Imagens
Andreia Quelhas Lima trabalha a partir do Porto para 30 pontos de venda em Portugal. Austrália e EUA fazem parte da lista das exportações. Fotografia: Miguel Sousa/Global Imagens

Prata dourada e pedras naturais são os materiais que Andreia Quelhas Lima transforma e já leva a mais de dez países, num conceito de peças únicas

Andreia Quelhas Lima está apostada em descomplicar a joalharia, mostrando que uma joia pode ser única e sofisticada, criada com pedras naturais e técnicas artesanais, mas ter, em simultâneo, um preço acessível. Criou no Porto a Sopro Jewellery precisamente para democratizar o acesso à joalharia com design. Criadas artesanalmente, em prata dourada e com pedras naturais, as joias da Sopro podem já ser encontradas em mais de dez países, da Austrália aos EUA. Só em Portugal tem já 30 pontos de venda.

A estudar Escultura, Andreia Quelhas Lima tropeçou nas joias por mero acaso, quando estudava em Itália e se deparou com uma vaga no curso de Joalharia. Rapidamente se deixou conquistar. “Aprendi que a joalharia não precisava de ser tradicional nem chata e que o design podia ser acessível ao consumidor comum.” De regresso ao Porto, onde terminou o curso de Escultura na Faculdade de Belas-Artes, fez um curso técnico e não mais largou a atividade. Acumula já duas dezenas de anos de experiência no setor, sempre por conta própria, fornecendo ourivesarias, lojas de moda e clientes particulares que lhe faziam encomendas.

Chegou a criar uma escola com uma sócia, mas acabou por decidir avançar com uma marca própria, a Sopro, a que se quis dedicar a tempo inteiro a partir de 2016. O nome remete para a natureza, tal como as suas joias, agrupadas em coleções como Harvest, Spring ou Forest, e para a simplicidade das peças. E “é uma palavra fácil de dizer em várias línguas, o que facilitará a internacionalização da marca”.

A intenção da Sopro é tornar o design acessível, desenvolvendo peças de fast jewellery, em que combina “preço competitivo” e atenção aos pormenores que só um artesão pode dar. O objetivo é que, sendo peças que podem ser usadas no dia-a-dia, não deixem de ter grande “sofisticação na produção”. As argolas Water Lillys, por exemplo, são compostas por cerca de 400 pétalas, esculpidas uma a uma. “As texturas são gravadas à mão e as peças são todas escultoricamente construídas, com grande dedicação. Faço questão de preservar toda esta manualidade, que torna cada joia única e irrepetível.”

Andreia Quelhas Lima só trabalha a prata, embora não ponha de parte a hipótese de vir a fazer joias de ouro. Para já, a escolha cinge-se à prata dourada, embora todas as peças sejam passíveis de serem executadas, por encomenda, em ouro. Os preços vão dos 28 aos 320 euros, sendo os brincos Myositis a sua joia mais acessível e o anel Daisy Flowers, composto por sete anéis ligados entre si, a mais cara. O preço médio ronda os 80 euros.

Em 30 pontos de venda em todo o país, com especial destaque para Lisboa, Algarve e capitais de distrito, as joias da Sopro podem ser encontradas no El Corte Inglés e no The Yeatman Hotel, em Vila Nova de Gaia. O objetivo é reforçar a ligação a hotéis de luxo, designadamente no Algarve, mas também alargar a presença nas lojas de rua no Porto, Lisboa, Braga e Algarve.

A aposta na internacionalização é outro vetor de desenvolvimento, sendo certo que grande parte das vendas em Portugal se destinam ao exterior, dado o crescimento do turismo. Para 2020, a intenção passa por entrar no mercado italiano e reforçar nos EUA e países asiáticos. A Sopro já vende para Austrália, EUA, China e Coreia do Sul, além de Espanha (onde tem já um agente a trabalhar a marca), França, Bélgica, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca e Holanda, onde participou no Sieraad International Jewellery Art Fair, uma das maiores montras da joalharia internacional. Até março, as Sopro podem ser compradas na loja do Museu Hermitage, em Amesterdão.

Em janeiro, está já previsto o regresso a Paris com presença na Who’s Next, a principal feira de moda internacional na Europa, no âmbito do projeto de internacionalização que tem em curso com o apoio do Portugal 2020. “Queremos consolidar clientes e novas geografias, nomeadamente a Ásia, que mostra grande apetência pelas peças”, diz Andreia Quelhas Lima, que lamenta alguns atrasos no pagamento das verbas do QREN. “Torna tudo difícil, em especial para marcas mais pequenas em que todos os euros contam”, frisa.

A empresa investiu ainda numa loja online, que assegura já cerca de 4% da faturação da Sopro. “É mais um ponto de venda”, diz, razão pela qual, nos países onde já tem clientes, a loja online não está disponível – seria um fator de concorrência.

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