Spaiseshare: Abrigo para profissionais sem loja e fonte de receitas para donos

Proprietários de estabelecimentos de beleza e bem-estar podem alugar espaços ao dia nas regiões de Lisboa e do Porto a trabalhadores independentes que não têm local onde exercer a profissão.

A pandemia obrigou os proprietários de lojas de beleza e bem-estar a fecharem os espaços mesmo depois do desconfinamento. Ao mesmo tempo, cresceu o número de profissionais independentes mas sem capacidade financeira para arrendarem um estabelecimento para exercer o ofício de forma frequente. A Spaiseshare nasceu no final do ano passado para resolver os dois problemas.

Através de uma página na internet, os donos de cabeleireiros, barbeiros, ginásios, centros de estética e spa podem disponibilizar os espaços para arrendamento ao dia e que serão utilizados pelos trabalhadores. O proprietário ganha uma fonte de rendimento adicional porque passa a rentabilizar uma zona sem utilização.

Os profissionais podem escolher onde trabalhar com toda a segurança e equipamento e ainda gerirem a agenda e carteira de clientes como lhes for mais conveniente sem terem de lidar com custos fixos.

Depois da pesquisa, os trabalhadores podem escolher o local mais adequado para as necessidades. Na página é apresentado um preço por hora indicativo, que depois será negociado com o proprietário da loja.

Para já, há mais de 20 espaços disponíveis na região da Grande Lisboa e também começam a surgir os primeiros estabelecimentos na cidade do Porto.

A adesão à Spaiseshare não tem custos para proprietários e profissionais. Antes de aprovar os pedidos, a plataforma verifica se são cumpridos todos os requisitos de higiene e de segurança no trabalho. No final, a empresa fica com uma comissão entre 10% e 15% por cada serviço prestado.

Neia Augusto é a fundadora do negócio. "Reparei que muitos salões fecharam, tinham anúncios de trespasse ou tinham mesmo despedido trabalhadores", recorda a fazedora ao Dinheiro Vivo. Com o curso de gestão concluído e a ajuda de familiares, a angolana arrancou o negócio com cinco mil euros na conta e a vontade ajudar proprietários e profissionais.

Neia é a única pessoa a tempo inteiro na Spaiseshare, onde também conta com o apoio da irmã para poder acolher mais rapidamente mais utilizadores.

A fazedora assume que as notícias sobre burlas na internet "contribuem para a desconfiança dos profissionais neste tipo de negócios". A situação impede que os "muitos admiradores secretos nas redes sociais" se transformem em utilizadores da plataforma.

Os próximos passos da Spaiseshare incluem a introdução de novas opções de arrendamento do local de trabalho e a expansão para outras cidades portuguesas.

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