Sparos: trabalhar num sector com 300% de margem

Cruzaram-se na universidade em 2006 e foi aí que começaram a trabalhar no projeto da Sparos. Jorge Dias e o sócio, Luís Conceição, usam espaços de universidades nacionais para produzirem rações específicas para peixes de aquacultura e trabalham numa lógica de business to business.

Coordenando os conhecimentos académicos e a experiência em empresas, começaram a pensar no negócio de alimentação de peixes que fosse inovador e que pudesse aliar os conhecimentos de ponta na área de alimentação de peixes à produção industrial. "Tínhamos a possibilidade de trabalhar e fazer colaborar os meios académicos e a indústria. O que falta é dar o carácter industrial a essas ideias", explica o fazedor.

De acordo com Jorge Dias, a Sparos "não tem nada a ver com uma fábrica de rações tradicional" e resulta de uma "estrutura com elevado grau de responsabilidade", garante. Com uma fábrica de 1200 metros quadrados em Loulé, a empresa compete com concorrentes que produzem 5 a 8 toneladas de rações por hora mas que levou a explorar outra área de negócio: permitir às grandes empresas fazer testes e ficar encarregue da sua investigação. Este negócio representa 70% da faturação total da Sparos.

"As mesmas pessoas que vêm fazer as rações pediam-nos para testar com os peixes. Alugamos as instalações, ficam sob nossa responsabilidade", disse ao Dinheiro Vivo.

Desde o início que a empresa testa as suas rações para mercados maiores do que para os de robalo e dourada. Tilápia e carpa representam 80% da produção mundial de aquacultura e foram o mercado em que a empresa mais investiu, assim como para as espécies salmão e camarão. "Estamos a trabalhar sempre a 28 graus", detalha.

A outra área de negócio da Sparos é produzir alimentos com o tamanho de um décimo de milímetro. "É muito difícil pôr num pó todos os ingredientes necessários. Temos apostado neste mercado que não é aposta de muitas empresas", esclarece. Talvez por isso, a Sparus não tenha, por enquanto, nenhum cliente em Portugal. "Não temos nenhum cliente nacional. Não temos empresas a inovar para criar este tipo de produto", conta Jorge Dias, co-fundador da empresa.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de