empreendedorismo social

SPEAK. Ensinar línguas e ter um impacto social em nove cidades diferentes

Pedro Tunes, posa em estúdio com um globo terrestre.  É um dos responsáveis do Speak:  um programa linguístico e cultural em que qualquer pessoa se pode inscrever para aprender ou ensinar uma língua ou cultura, incluindo a do país onde reside. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Pedro Tunes, posa em estúdio com um globo terrestre. É um dos responsáveis do Speak: um programa linguístico e cultural em que qualquer pessoa se pode inscrever para aprender ou ensinar uma língua ou cultura, incluindo a do país onde reside. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Projeto fundado em Leiria em 2014 promove cursos em 17 línguas em três países da Europa e obteve financiamento de 500 mil euros

Promover e partilhar, de modo informal, línguas e culturas por toda a Europa. Este é o principal objetivo do SPEAK, projeto fundado em 2014 em Leiria por Hugo Menino Aguiar e que já está presente em sete cidades portuguesas, em Turim (Itália) e em Berlim (Alemanha). Para quebrar barreiras entre locais e migrantes, o SPEAK conta com cursos e eventos.

cursos de 17 línguas diferentes, com a duração de três meses, e cada sessão dura hora e meia, em horário pós-laboral. “A ideia é fazer amigos e que as pessoas possam conversar à vontade”, adianta Pedro Tunes, responsável de operações do SPEAK. Estão abertas as inscrições para novos cursos, que custam 25 euros. Português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe, mandarim e russo são alguns dos idiomas. As inscrições são feitas exclusivamente na internet. Até ao fim do ano, o SPEAK espera ter formado mais de duas mil pessoas e obter receitas de 66 mil euros.

cursos com bases – apenas se fala na língua que está a ser ensinada – e sem bases – são usadas outras línguas para aprender o básico. As sessões são geridas por duas pessoas (a que a empresa chama buddies), que partilham a língua e a cultura do país. É um sistema voluntário e a filtragem é feita conforme a motivação.

“Não é necessária formação de base”, diz Pedro Tunes, responsável de operações e um dos sócios. Para quem tenha dificuldades em pagar o curso, o projeto SPEAK ajuda as pessoas com mais necessidades. Os eventos, como speed dating, quizzes e piqueniques, são flexíveis e estão abertos a toda a comunidade, quer frequentem ou não os cursos.

Quer os cursos quer os eventos são realizados em espaços cedidos por dois tipos de parceiros: organizações com vertente social e que cedem espaço para dar cursos; bares, sobretudo em Lisboa, que cedem hora e meia sobretudo para os eventos

O SPEAK começou em 2014 depois de Hugo Menino Aguiar ter estado a trabalhar na Google, em Dublin (Irlanda). Apesar de falar a língua e de ter boas condições financeiras, tornou-se difícil criar uma rede de contactos. Foi aí que Hugo pensou em casos de pessoas com dificuldades financeiras e de integração. Enquanto participava na associação Fazer Avançar, decidiu fundar, em Leiria, o SPEAK.

Mais tarde, além de Pedro Tunes e Hugo Menino Aguiar, juntou-se à equipa de sócios Mariana Brilhante, responsável de marketing. Os três conhecem-se há vários anos, graças às formações em empreendedorismo social.

Este ano ficou marcado por um investimento de 500 mil euros em fase seed (semente), “graças a um conjunto de investidores de impacto e de fundações portuguesas e estrangeiras. Desde 2014 estivemos a crescer de forma lenta para aquilo que queremos para a nossa solução. Temos a ambição de resolver um problema que há na Europa e ajudar os migrantes.” Fundo Bem Comum, Fundação Calouste Gulbenkian e a fundação italiana CRT foram as três principais entidades que participaram neste financiamento.

Com o financiamento de impacto, que junta o retorno financeiro com o efeito gerado na sociedade, o SPEAK tem objetivos específicos até 2020, como “estar nas principais capitais europeias” com o modelo tradicional, que será um “caso de estudo” para um modelo de franchising, que poderá ser estendido às restantes cidades europeias.

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