Startup alemã Emma abre centro em Lisboa e prevê investir até 3 milhões no 1.º ano

A startup alemã Emma escolheu Lisboa para abrir o seu centro de negócios, estimando um investimento entre "dois a três milhões de euros" no primeiro ano, disse hoje a responsável pelo projeto, Filipa Guimarães, à Lusa.

A Emma - The Sleep Company é uma startup alemã fundada em 2015, com sede em Frankfurt, e passou de uma plataforma online para venda de colchões e acessórios de dormir para um fornecedor Sleep Tech de operação internacional.

"Vamos abrir um hub, centro de negócios com várias áreas e o nosso objetivo é ter 100 pessoas a trabalhar em Lisboa para diversos países, sobretudo Europa e América Latina", disse Filipa Guimarães, responsável pelos mercados do Sul da Europa e América Latina, que vai estar à frente do projeto, à Lusa.

"Queremos construir um centro criativo em Lisboa, a nossa ideia é ter várias funções que deem apoio a toda a nossa estratégia internacional", nas quais se incluem as áreas de apoio aos clientes e marketing, acrescentou a responsável.

No que respeita ao investimento, "temos uma estimativa entre os dois e três milhões de euros no primeiro ano" em Portugal, disse a responsável.

Lisboa é, assim, o terceiro escritório da marca Emma, depois de Frankfurt (Alemanha) e Manila (Filipinas).

A abertura do escritório em Lisboa foi adiada em janeiro devido à pandemia de covid-19. "Decidimos que em janeiro abrimos o escritório físico porque agora com o lockdown não faz sentido", explicou Filipa Guimarães.

A escolha da localização do escritório em Lisboa ainda não está definida, atendendo à pandemia, mas a responsável disse que o objetivo é que seja numa zona "central" da cidade, com boa acessibilidade de transportes.

A escolha de Portugal deve-se a vários fatores, entre os quais o facto do mercado de trabalho ser "mais ágil" do que em Frankfurt e permitir um recrutamento mais rápido, além da capacidade de "falar várias línguas, sobretudo europeias", justificou.

"Lisboa é uma cidade muito mais atrativa para trazer talento estrangeiro, é mais fácil convencer alguém vir para Lisboa do que para Frankfurt", disse, apontando que a capital portuguesa "tem muito potencial".

A Emma vende os seus produtos maioritariamente online, mas também tem algumas lojas de distribuição. Em Portugal, comercializa os seus produtos através do El Corte Inglès, por exemplo.

Além disso, desde "há pouco tempo" os seus colchões começaram a ser produzidos em Portugal.

"Grande parte do nosso stock é feito em Portugal e é exportado não só para a Europa", mas também para a "América Latina", disse.

A produção portuguesa "é boa e competitiva em termos de preços, como também as fábricas que encontrámos em Portugal têm uma capacidade bastante grande, que é uma coisa rara, sobretudo na Europa", argumentou Filipa Guimarães.

A responsável destacou também a importância dos três portos marítimos - Porto, Lisboa e Sines -, que "são bastante úteis para fornecer a América Latina".

Nesta região, a Emma está exportar para o México e Brasil, onde opera há mais de um ano, e está agora a apostar no Chile e Colômbia, enquanto o projeto de ir para a Argentina está parado devido ao impacto da pandemia de covid-19 naquele país.

Neste momento, a empresa pretende "recrutar tudo em Manila ou Lisboa. Portanto, todas as funções que temos abertas - e são quase 200 funções abertas -, as pessoas podem candidatar-se para Lisboa também, estamos abertos a mudar as posições para lá", disse.

"E só recrutar em Frankfurt quando não conseguirmos encontrar esse talento em Lisboa", salientou, referindo que a ideia é também descentralizar. Em Franfkurt, o escritório conta com 500 pessoas.

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