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Startup Lisboa. Incubadora apoia 300 ideias em sete anos

Miguel Fontes, o director da Start Up Lisboa 
Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens
Miguel Fontes, o director da Start Up Lisboa Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens

A incubadora de startups tem um grande projeto em mãos: o Hub Criativo do Beato, que vai poder receber os primeiros ocupantes no final deste ano.

A Startup Lisboa, incubadora de startups, comemora neste sábado, 2 de fevereiro, o sétimo aniversário. Tem atualmente mais de cem projetos integrados em três áreas: tecnologia, comércio e turismo. Ao longo destes anos, apoiou mais de trezentas startups que geraram mais de 1870 postos de trabalho.

Miguel Fontes, diretor executivo, nota que estes anos foram “intensos”, tanto que pareceram um período de tempo superior ao que marca o calendário. “Nestes sete anos, e em especial nos primeiros, a missão principal da Startup Lisboa foi ajudar empreendedores com ideias a poderem avançar numa altura em que nada havia. Passados estes anos, o ecossistema está numa fase substancialmente diferente. Temos condições para podermos hoje olhar para a nossa missão de uma forma diferente, sem perder o foco que é continuar a apoiar os fundadores e empreendedores a concretizarem as suas ideias. Essa é a missão número um.”

O líder da incubadora de startups não acredita num ecossistema “fechado e doméstico”, por isso, nota que, entre os desafios que a Startup Lisboa tem pela frente nestes próximos meses, está ajudar a “consolidar um ecossistema para passar para uma fase de maior maturidade”. Para isso, é necessário assegurar que o ecossistema se caracteriza por ser “bastante internacional, aberto, cosmopolita”.

“Temos de estar expostos ao melhor que existe internacionalmente; muito do nosso trabalho tem esse foco e isso vê-se em métricas concretas.” Atualmente, 40% dos projetos incubados têm uma origem internacional, reflexo de um esforço de “posicionar Lisboa como uma cidade boa para se desenvolver boas ideias”.

Hub Criativo do Beato

O Hub Criativo do Beato, que vai nascer em edifícios pertencentes a um complexo militar desativado naquela freguesia da capital, é outro dos desafios que a Startup Lisboa tem pela frente. A incubadora é a entidade gestora e numa altura em que as obras já decorrem, Miguel Fontes acredita que vai ser possível receber já alguns ocupantes no final do ano.

“O Hub Criativo do Beato é o projeto mais estrutural e desafiante em que estamos envolvidos.” E não tem dúvidas de que “o projeto do Beato vai ter um enorme impacto na cidade; vai conseguir congregar muito valor à sua volta e vai ajudar Lisboa a ganhar uma nova centralidade que até hoje não tinha”.

Além das várias entidades que já adiantaram que vão estar presentes no espaço – como a Super Bock e o polo de inovação da Mercedes – a incubadora vai ter também um espaço neste hub. O objetivo é responder a uma necessidade já demonstrada por várias startups: quando as equipas crescem, o espaço de escritório na Rua da Prata é limitado.

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