Startup Pirates: Como transformar paixões em bons negócios

Bons negócios procuram-se
Bons negócios procuram-se

Tem uma ideia para um negócio, mas não sabe
como avançar? O Startup Pirates foi criado para si. Um grupo de
cinco amigos, com idades entre os 22 e os 25 anos – todos a viver na
Invicta e ligados à Universidade do Porto -, criaram a empresa, no
ano passado. A ideia é promover o empreendedorismo. Quando
terminaram a faculdade, conta Daniela Monteiro, licenciada em
Ciências Farmacêuticas, sentiram que o universo académico não
lhes dava “um impulso para criar empresas”. Então,
decidiram avançar com a Startup Pirates e começar a organizar
eventos de uma semana, nos quais dão formação teórica e prática
sobre como desenvolver ideias e convertê-las em negócios de
sucesso.

Nas sessões da Startup Pirates participam
empreendedores experientes e mentores que ensinam como criar modelos
de negócio, marcas, marketing e a apresentar a empresa a potenciais
investidores. A ideia pegou de tal maneira que o que começou no
Porto já chegou a Bratislava (Eslováquia), onde a Startup Pirates
esteve em agosto, estando previstas ações na África do Sul, China,
Brasil, Espanha, Polónia e Holanda (2013).

No currículo, a Pirates já tem cinco startups
(pequenas empresas que surgem de ideias inovadoras, com elevado
potencial de crescimento), uma das quais foi selecionada para o
Startup Chile e conseguiu um investimento de 200 mil euros.

As formações duram de sábado a sábado, das
9 às 18 horas – “às vezes mais” – e a inscrição custa
100 euros, com refeições incluídas. Para que a semana não se
torne demasiado intensa, pelo meio há aulas de descontração. Claro
que os 100 euros não pagam tudo, mas a Startup Pirates conta com
patrocinadores e parcerias que lhe permitem acolher 30 participantes
de cada vez.

“Tentamos mostrar saídas, alternativas.
Incorporamos o espírito pirata.” E o que é isso? “É ser
atrevido, não se deixar vencer, ter capacidade para quebrar regras
sem prejudicar ninguém”, explica Daniela. “Somos
aceleradores de empreendedores.”

Os melhores projetos ganham prémios. Há
incubadoras já instaladas que oferecem, por exemplo, três meses de
incubação – como a Uptec (de Ciência e Tecnologia, na Universidade
do Porto). Outras empresas oferecem consultoria ou faturação online
por um determinado tempo.

Daniela sublinha que a prioridade é “garantir
a sustentabilidade do projeto” que fundou com Inês Santos Silva
(formada em Gestão), Rafael Pires (Engenharia Informática), Ariana
Brás e João Oliveira (ambos a estudar Engenharia Industrial e
Gestão). O próximo evento começa hoje, no Porto e em Lisboa. Até
ao fim do ano ainda haverá sessões em São João da Madeira e
Braga.

Retrato

A Startup Pirates nasceu em 2011 para ajudar a
tornar boas ideias em negócios de sucesso. Às formações, já
foram pessoas dos 17 aos 41 anos. A inscrição custa 100 euros e
cada evento prolonga-se por uma semana, das 9h às 18h. Até ao fim
do ano, a Startup Pirates vai fazer sessões em São João da
Madeira, Zaragoza, Poznan, Macau, Cape Town, Barcelona, Braga, Rio de
Janeiro e Maastricht.

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