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Startup Portugal com investimento reforçado. Conheça as novas medidas

Startups

Governo apresenta versão 2.0 da estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo, com injeção de cerca de 300 milhões de euros.

Mais investimento e apoio para o mercado internacional. Estes são os destaques da versão 2.0 da estratégia de apoio ao empreendedorismo Startup Portugal, que vai ser apresentada esta segunda-feira no laboratório LACS, em Lisboa.

O Governo, dois anos depois da primeira apresentação do Startup Portugal, quer que o ecossistema português “tenha um crescimento tão acelerado como o que teve nos últimos dois anos”, conforme assinalou o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, em declarações ao Dinheiro Vivo. As novas medidas representam, ao todo, uma injeção de capital próxima dos 300 milhões de euros.

Mais investimento

A aposta em programas de coinvestimento entre o Estado e investidores estrangeiros é uma das grandes apostas para os próximos dois anos. Exemplo disso é o fundo de coinvestimento internacional de 200 milhões de euros (100 milhões de euros de Portugal + 100 milhões do estrangeiro) para sediar fundos de capital de risco em território nacional. Gerida pelo IFD (‘Banco de Fomento), esta medida vai permitir que os fundos possam investir em várias empresas que estejam em fase de crescimento acelerado.

As empresas que estão a começar não foram esquecidas e vão contar com um pacote financeiro de 10 milhões de euros. O ADN Start Up vai financiar todas as startups que tiverem até quatro anos e que tenham um mínimo de 15% de capitais próprios. Cada empresa pode receber até 50 mil euros numa primeira fase; o montante pode duplicar “em condições específicas”.

As injeções de capital serão complementadas com linhas de cofinanciamento para que incubadoras e aceleradoras possam investir em startups e ainda um esquema de transformação de posições nas startups em empréstimos a médio e longo prazo.

Será também criado um incentivo fiscal para que as startups com menos de seis anos possam reter os seus talentos. O KEEP serve para que as empresas paguem parte do salário com participações em capital da empresa; os ganhos ficarão isentos de IRS.

Nota ainda para as linhas de financiamento de desenvolvimento tecnológico no turismo e o acesso de investimento de capital de risco para projetos que apresentem um protótipo válido (MVP).

Captação de estrangeiros

O Startup Portugal + também vai servir para atrair e reter estrangeiros. O Tech Visa é um visto para quadros qualificados oriundos de países fora do espaço Schengen. Estes estrangeiros ficam dispensados da entrevista na embaixada ou no consulado português no país de origem. A pensar no mercado internacional, também será criado um ponto de atendimento para empreendedores estrangeiros. Este balcão bilingue (português e inglês) vai facilitar a criação de empresas em solo nacional.

Portugal também quer captar mais fazedores do estrangeiro com a realização do programa de aceleração Metro Accelerator for Hospitality, parceria entre o grupo de retalho alemão metro e a organização Techstars. Este programa dá acesso a mais de 500 restaurantes e hotéis a startups que desenvolvam tecnologia na área da hospitalidade.

Mais ecossistema

O apoio aos fazedores portugueses vai contar também com mais ferramentas para fazer crescer o ecossistema. A abertura de um centro de inovação no turismo, as maratonas de programação (hackatons) para comércio e turismo, o apoio a startups para testar novos produtos e conceitos na área da restauração e a formação para empreendedores são os principais destaques.

Assinala-se ainda a criação de uma plataforma digital, a nível nacional, de mapeamento e ponto de encontro com startups e incubadoras. O Startup Center vai concentrar, numa só página, toda a informação com os apoios disponíveis para o ecossistema empreendedor e uma ferramenta para aproximar empresas e startups, através de desafios.

Reforços

A nova versão da estratégia para o empreendedorismo vai contar ainda com o reforço do apoio ao desenvolvimento de projetos em fase de ideia (Startup Voucher), formação própria para empreendedores e a continuação das missões internacionais para promoção das startups portuguesas nas maiores feiras tecnológicas.

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