Brasil

Startup portuguesa ajuda Rock in Rio em leilão pela Amazónia

Marco Barbosa é o líder da startup eSolidar. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Marco Barbosa é o líder da startup eSolidar. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Plataforma social eSolidar lançou campanha Amazónia Live. Plantar um milhão de árvores é o principal objetivo desta iniciativa.

A pele da bateria assinada e as palhetas dos Foo Fighters, juntamente com guitarras assinadas pelas bandas Red Hot Chili Peppers, Goo Goo Dolls, Pink, Nile Rodgers e Paralamas do Sucesso vão a leilão pela Amazónia.

A iniciativa faz parte do projeto Amazónia Live, que tem vindo a ser desenvolvido pelo Rock in Rio desde 2016 e acaba de lançar uma nova edição.

O público pode licitar através de uma plataforma internacional eSolidar, de acordo com informação prestada este sábado à agência Lusa pela organização.

De acordo com a mesma fonte, o Amazónia Live desenvolve-se em parceria com a Conservação Internacional, Instituto Sócio-Ambiental e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, tendo angariado verbas para a plantação de mais de três milhões de árvores na floresta amazónica, das quais 1,4 milhões já foram plantadas.

Leia mais: Fogo na Amazónia deixa economia brasileira a arder

A este movimento juntou-se o projeto Paisagens Sustentáveis da Amazónia, cuja meta é “restaurar 28.000 hectares, através de técnicas diversas”.

No total, estão previstos mais de 73 milhões de árvores até 2023.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados, incluindo territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

A evaporação na Amazónia produz parte da chuva que ali cai. Quando a desflorestação chegar aos 20 ou 25%, segundo preveem os cientistas, a região deixa de evaporar a água que produz chuva para manter a floresta húmida.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

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