Coronavírus

Startup portuguesa usa rãs para solução anti-covid

Startup portuguesa Bioprospectum surgiu de um projeto de investigação iniciado no centro i3S. (Fotografia: Peter Eaton)
Startup portuguesa Bioprospectum surgiu de um projeto de investigação iniciado no centro i3S. (Fotografia: Peter Eaton)

Bioprospectum identificou duas substâncias em rãs que podem neutralizar, através de química computacional, partes estruturais do novo coronavírus.

Enquanto dezenas de laboratórios em todo o mundo procuram a vacina anti-covid, há uma startup portuguesa que poderá ter encontrado a solução em…rãs. Nascida em março de 2018 e incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, a Bioprospectum identificou duas substâncias em rãs que podem neutralizar, através de química computacional, partes estruturais do novo coronavírus.

Esta solução começou a ser testada, neste mês, em colaboração com o iMED, Instituto de Investigação do Medicamento da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, segundo o comunicado de imprensa divulgado esta segunda-feira.

A empresa portuense “identificou dois péptidos — biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos — provenientes da rã-verde ibérica, encontrada nos Açores, que podem ser usados num antiviral para tratar as infeções causadas pelo SARS-CoV-2”.

As biomoléculas serão depois testadas na própria plataforma da Bioprospectum (designada de in silico), em parceria com a empresa brasileira de inteligência artificial MI4U. Desta forma, será possível “selecionar de uma amostra as substâncias mais apropriadas para um determinado fim — definido pelo investigador — e, desta forma, evitar uma análise pormenorizada a cada molécula dessa mesma amostra”.

“A identificação de moléculas com atividade farmacológica pode demorar anos de trabalho, se for feita com métodos clássicos, o grande diferencial de aliar a bioprospecção com inteligência artificial é que os primeiros resultados podem ser gerados em meses”, explica José Leite, um dos promotores do projeto, citado em comunicado.

Nascida através de um projeto no centro de investigação i3S, a Bioprosectum também tem vindo a criar e a aumentar um banco de moléculas da biodiversidade Ibero-Americana, com o objetivo de aumentar a eficácia e eficiência da prospeção de moléculas potencialmente úteis em qualquer amostra.

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