Fazedores

Startup que atrai tecnológicas para Portugal com investimento de 100 mil euros

Miradouro da Graça, em Lisboa. (Orlando Almeida / Global Imagens)
Miradouro da Graça, em Lisboa. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Bridge In é uma plataforma que oferece serviços integrados para as empresas abrirem centros tecnológicos em território português.

A Bridge In é um startup portuguesa que quer atrair as tecnológicas portuguesas para Portugal. Nascida em janeiro de 2020, esta startup recebeu o primeiro investimento de sempre, de 100 mil euros, em ronda pre-seed, segundo o anúncio feito esta quinta-feira. Este investimento, a cargo de um grupo de investidores britânico, vai permitir criar uma rede de suporte para apoiar a instalação das empresas em mercado português.

“Queremos servir de plataforma de mediação entre as startups e parceiros locais. O nosso objetivo é desenvolver uma montra (marketplace) para o segmento empresarial, ou seja, tornar num produto o processo de descoberta e gestão de relação entre startups e fornecedores locais”, explica ao Dinheiro Vivo o co-fundador da startup Pedro Henriques.

Desta forma, quer diferenciar-se de plataformas como a Lisbon Tech Guide, que proporciona um pacote de serviços para as startups internacionais abrirem um escritório em Portugal

Em tempo de pandemia, a Bridge In acredita que as empresas, independentemente da dimensão, vão apostar em equipas descentralizadas, com vantagens a nível financeiro e a uma base de talentos “mais alargada. Tornou-se evidente os impactos da crise de talentos na área de tecnologia e como isso pode condenar uma empresa, mesmo que tenha recursos financeiros assinaláveis”, acrescenta Pedro Henriques, que trabalhou, durante quatro anos, num fundo de investimento em Austin, nos Estados Unidos.

Pedro Henriques é co-fundador e presidente executivo da Bridge In. (Fotografia cedida pela Brdige In).

Pedro Henriques é co-fundador e presidente executivo da Bridge In. (Fotografia cedida pela Brdige In).

Ainda em fase de desenvolvimento desta solução, esta startup conta com uma equipa de cinco pessoas, a trabalhar remotamente a partir de Lisboa. Adianta estar em “conversas muito avançadas” para atrair um fundo de investimento de Boston para Portugal no terceiro trimestre.

Em 2021, pretende abrir uma operação local noutro país e acrescentar três outras localizações em 2022. A escolha dos escritórios dependerá de vários fatores, como a “experiência e disponibilidade de talentos, mas também a proficiência na língua inglesa, infraestrutura do país, estabilidade política e padrão de vida”.

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