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Startup Torres Novas. Há uma nova incubadora de empresas no Ribatejo

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A Câmara Municipal de Torres Novas quer atrair empreendedores e projetos de tecnologia e inovação para o concelho.

São 270 km2 de área, mais de 35 mil habitantes, dez freguesias e, a partir de segunda-feira, uma incubadora de empresas. Torres Novas entra em grande no mundo do empreendedorismo e inaugura, no próximo dia 17, no Edifício B do Convento do Carmo, a Startup Torres Novas.

A iniciativa partiu da Câmara Municipal que, em janeiro deste ano, criou, a unidade Torres Novas + para projetos mais arrojados na área da inovação. Já se falava na equipa sobre a estratégia de empreendedorismo do concelho quando a ideia da criação da incubadora surgiu dos constantes emails que chegavam ao presidente da autarquia, Pedro Ramos Ferreira, de pessoas com ideias e que gostariam de as colocar em prática. “Tínhamos empresas cá da terra, das camadas jovens, que marcavam reunião, mostravam empenho e sentiam dificuldade em arranjar espaços. Torres Novas foi sempre um concelho com muitas coletividades”, explica o autarca.

Mais concretamente são cerca de 150 coletividades, um fervilhar de dinamismo que sempre caracterizou o município. Torres Novas destaca-se no distrito de Santarém pelo seu entusiasmo empresarial, tradição industrial e recursos naturais. É a sede da Digidelta, do Nersant e da Renova.

Parcerias com quem tem mais experiência
No final de 2015, numa visita à capital do país, Nuno Valente, responsável pelo projeto da incubadora, decidiu passar uma temporada na Startup Lisboa a aprender e a recolher ideias. Depois, trouxe-as para Torres Novas. Salas para incubação de empresas, programas de aceleração de negócios, espaços de co-work, formações e aconselhamento com mentores, acordos com várias entidades – nada vai faltar. “Para já queremos tirar o máximo partido das parcerias. Desenvolvemos também programas de capacitação, workshops, seminários, palestras sobre o business model canvas (como olhar para o negócio) e dar formação às pessoas (como fazer o pitch e plano de marketing, por exemplo). Também vamos ter bootcamps em parceria com o ISCTE”, explica.

A equipa da Startup Torres Novas lançou também um convite à banca e quase todas as instituições quiseram aderir com os seus programas habituais de apoio ao empreendedorismo. Querem ainda captar a atenção de investidores, capitais de risco e business angels e contam com a ajuda dos líderes das empresas da terra. “Temos como mentores o CEO da Renova, da Digidelta, o diretor da Univeg, que são empresas realmente inovadoras. Em qualquer conversa percebe-se a vontade de apoiar e de dar ideias”, explica Nuno Valente. “Vamos também ter uma parceria com o Nersant, com grande experiência a nível das startups e que está sediado em Torres Novas. Já falámos com a presidente, Salomé Rafael, e são o parceiro privilegiado. Queremos sobretudo a experiência deles. É um complemento”, acrescenta Pedro Ramos Ferreira.

Muito espaço e muito apoio
Em incubação física, a Startup Torres Novas tem capacidade para acolher 20 projetos. Até ao final do ano querem ter pelo menos dez aprovados e a trabalhar. “Já temos candidaturas feitas, embora de forma informal. Em termos de empresas, vamos arrancar com duas. Uma é na área do design, a NutDesign, que está a lançar a web series Os Foragidos e que quer dar a conhecer as partes mais desconhecidas do país a nível de turismo e cultura”, conta Nuno Valente. Existem ainda algumas startups em vista para trabalharem na sala de co-work, duas startups de desporto e um projeto de empreendedorismo social na área da agricultura. A incubadora vai também permitir uma modalidade de incubação virtual, na qual as empresas têm acesso a todos os serviços mas não precisam de estar presentes de forma física.

Anexada ao Convento do Carmo
A Startup Torres Novas vai ficar situada no segundo piso do edifício contíguo ao Convento do Carmo que tem sido restaurado. A autarquia pretende que no piso térreo se instale uma Loja do Cidadão e que a própria Câmara Municipal mude as suas instalações para o monumento, nos próximos anos. Para já o edifício principal do Convento servirá de como pólo cultural da autarquia. “A recuperação do Convento do Carmo foi feita devido ao seu valor histórico. Foi convento e hospital. Seria criminoso não reedificar este espaço. Depois disso, surgiu a hipótese de uma loja do cidadão e outros serviços. Só que os 5 mil metros quadrados não chegavam. Faltava mais qualquer coisa. Foi um desafio enorme criar esta ‘barriguita’. Com a loja do cidadão veio a ideia da instalação da Startup. O espaço adaptava-se a isso e ficou a loja do cidadão no piso zero e a loja do cidadão no primeiro andar”, conta Pedro Ramos Ferreira.

Logo ali ao lado, situa-se a Escola Prática de Polícia. Há um protocolo da câmara com a instituição para que os incubados que vêm de longe possa ficar alojados na residência policial. O objetivo é mostrar que existem todas as condições para que as empresas se possam sediar em Torres Novas e a ideia é captar gente de todo o lado.

“Queremos desmistificar a opinião de que o empreendorismo ser só nos grandes centros,” afirma Nuno Valente.

O presidente da Câmara sublinha ainda que “a cidade criou condições de habitabilidade e criou condições para a incubação de empresas, que podem até ficar cá sediadas. Não temos perdido população nos últimos anos. E com a Startup Torres Novas que vamos contribuir para isso. Queremos ajudar os jovens a fixar-se cá. Os que têm especialidades muito sofisticadas também são muito bem vindos.”

Preços vantajosos para os incubados
Para atrair empreendedores, são várias as vantagens a enumerar. TorresNovas situa-se a meio caminho entre Lisboa e Porto, tem preços de habitação acessíveis, uma série de vantagens ficais e ainda uma rica vida cultural. Os próprios preços da incubadora são atrativos. A mensalidade da incubação virtual é cinco euros, em co-work custa dez e as salas de empresa chegam aos 25 euros. Qualquer pacote dá acesso a todos os serviços, como plafond de comunicações e fotocópias.

Na segunda-feira, a Startup Torres Novas vai oficialmente abrir as suas portas, num evento que contará com a participação do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e das várias entidades parceiras como a ANJE, o IAPMEI, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Tomar, o ISCTE ou a Startup Lisboa. A Câmara Municipal investiu 200 mil euros na construção do edifício onde vai ficar a incubadora do concelho e outros 35 mil euros no mobiliário. “Esperamos que isto resulte”, remata Pedro Ramos Ferreira.

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