Startup UpHill levanta ronda de 3,5 milhões de euros

A startup portuguesa que desenvolve software e conteúdos médicos para apoio à decisão clínica e análise da qualidade em hospitais fechou uma nova ronda de financiamento. Dinheiro vai servir para escalar solução em instituições de saúde internacionais.

Lançada em 2015 por três médicos, a startup portuguesa UpHill - que desenvolve um software e conteúdos médicos que têm como missão apoiar a decisão clínica e a análise da qualidade em hospitais - fechou uma nova ronda de financiamento, no valor de 3,5 milhões, junto de investidores nacionais e internacionais. Com este investimento pretende acelerar a chegada da sua solução a instituições de saúde internacionais e melhorar a qualidade dos cuidados.

"A UpHill, tecnológica portuguesa que desenvolve conteúdos e software médico para apoiar as decisões clínicas dos profissionais de saúde e aumentar a eficácia dos cuidados, acaba de fechar uma nova ronda de investimento no valor de 3.5 milhões de euros. A operação, liderada pela Brighteye Ventures e MSM, e na qual participaram também a Bynd Venture Capital, a Caixa Capital e o Grupo Luz Saúde que reforçaram o investimento na empresa, acontece um mês depois da empresa ter visto aprovado um incentivo de um milhão de euros de fundos europeus", pode ler-se no comunicado enviado às redações.

Esta startup obteve uma ronda de financiamento de 600 mil euros no início de 2019 e já neste ano de 2021 recebeu um incentivo de um milhão de euros para um projeto de inteligência artificial destinado a otimizar algoritmos de suporte à decisão clínica, cofinanciado no âmbito dos incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico+CO3SO, Portugal 2020, segundo o comunicado.

Em 2021, a empresa "quadruplicou o número de utilizadores ativos e mais que duplicou as receitas mensais recorrentes". Eduardo Freire Rodrigues, CEO e cofundador da UpHill, aponta que a solução que criaram "funciona como um GPS dos cuidados de saúde que fornece, em tempo real, orientações multidisciplinares, baseadas em evidência, sobre o caminho que deve ser seguido por cada paciente em particular. Consequentemente, os profissionais de saúde aumentam a adesão às melhores práticas clínicas, as unidades de saúde reduzem o desperdício injustificado e os resultados dos doentes tornam-se mais previsíveis.".

O responsável salienta ainda que, até a este momento, o trabalho da empresa tem estado focado "em simplificar o acesso dos profissionais de saúde a informações precisas e acionáveis que lhes permitissem tomar melhores decisões. Os próximos tempos serão marcados por avanços significativos e transformadores no produto, que o tornarão mais automatizado, integrado nos sistemas hospitalares e útil também para os doentes".

Alex Spiro Latsis, partner da Brighteye Ventures, defende que a "UpHill criou uma solução inovadora para medir e ultrapassar falhas recorrentes na adesão às melhores práticas em saúde, por meio de uma ferramenta intuitiva, que permite aos profissionais de saúde atualizarem-se enquanto prestam serviços essenciais às suas comunidades. A equipa capitaliza o profundo conhecimento em saúde, para resolver desafios reais, de um setor em rápida e constante evolução e que enfrenta novas exigências todos os dias".

Por outro lado, Manuel Antunes, investidor da MSM, refere que "a pandemia expôs, no domínio público, a situação crítica em que se encontram os sistemas de saúde do mundo desenvolvido. Crítica em termos de recursos, crítica em termos de práticas de gestão e, consequentemente, crítica ao nível de serviço prestado. Na MSM, fomos atraídos pela visão que garante melhores resultados para os doentes, impulsionados por sistemas de saúde onde a tecnologia permite que os profissionais de saúde acedam, em tempo real, à evidência mais recente para tratar cada paciente. Neste sentido, vimos na UpHill, e na equipa médica com que trabalha, a solução confiável de que os sistemas de saúde precisam, baseada em evidência científica e habilitada por tecnologia."

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