Startups André Jordão é o vencedor do prémio João Vasconcelos

Fundador e CEO da Barkyn venceu a segunda edição do prémio Empreendedor do Ano.

É um serviço de subscrição para animais de estimação que inclui alimentação personalizada e veterinário à distância, sendo já um case study em e-commerce. Chama-se Barkyn e foi a grande vencedora do Prémio João Vasconcelos, entregue ontem à noite, em Lisboa.

Antes de fundar esta startup, André Jordão trabalhou no mundo corporate e escalou outra startup na Alemanha (a Wunder). Ontem, durante o seu pitch (apresentação rápida), o fundador indicou que no último ano a Barkyn quadruplicou as suas receitas mensais.

No discurso que fez após receber o prémio, Jordão explicou que era com “grande orgulho” que recebia esta distinção, dedicando-a à sua equipa mas também aos colegas finalistas: “São todos vencedores.”

Esta é a segunda edição do Prémio João Vasconcelos - Empreendedor do Ano, criado no ano passado para distinguir fundadores se startups que tenham qualidades que o ecossistema reconhecia ao primeiro diretor da Startup Lisboa e ex-secretário de Estado da Indústria. João Vasconcelos, que morreu no final de março de 2019, era uma figura muito conhecida e respeitada no seio da comunidade de empreendedorismo, não só em Lisboa mas também noutros pontos do país, tendo este prémio sido criado em sua homenagem.

Durante vários anos, João Vasconcelos liderou a Startup Lisboa, uma incubadora de startups sediada na capital portuguesa, e quando chegou ao governo - no primeiro governo liderado por António Costa - foi ele um dos responsáveis pelo lançamento de várias medidas de apoio a estas empresas - que no atual contexto se têm visto algo esquecidas nos apoios criados para fazer face à crise da pandemia de covid-19.

Uma abordagem e atenção bem diferentes merecia este ecossistema a João Vasconcelos. Entre as criações que lhe são atribuídas no período em que esteve no governo, destaca-se o Startup Portugal, a estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo e que, na primeira fase, contava com 15 medidas que se dividiam em quatro grandes áreas: financiamento, aceleração de startups, promoção e regulação e apoio aos empreendedores.

No ano passado, apenas fundadores de empresas em Lisboa podiam candidatar-se ao prémio e foi Daniela Braga, da DefinedCrowd - startup que tem uma plataforma de recolha de dados para treino de inteligência artificial - a grande vencedora. Neste ano, abriu-se já a possibilidade de candidatura ao galardão a empreendedores e equipas de empreendedores que tenham fundado uma startup em Portugal há menos de cinco anos e cujo negócio seja inovador e tenha tecnologia escalável, entre outros aspetos. Miguel Fontes, atual diretor da Startup Lisboa, defende que ao dar um âmbito nacional ao prémio está a permitir-se a sua “descentralização”, o que se traduz numa maior valorização do mesmo.

A edição de 2020 teve 11 finalistas: André Jordão (fundador e CEO da Barkyn e agora vencedor), António Trincão (fundador e CEO da Youcanevent), Fabiana Clemente e Gonçalo Martins Ribeiro (CDO e CEO da YData), Hélder Silva (fundador e CEO da Newton Labs), Ricardo Costa (fundador e CEO da LOQR), Hugo Venâncio (fundador e CEO da REATIA), Marcelo Lebre (fundador e CEO da Remote), Nuno Brito Jorge (fundador e CEO da GoParity), Nuno Fonseca (fundador e CEO da Sound Particles) e Sebastião Queiroz e Mello (fundador da The Code Venture).

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de