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Startups do Norte mostram-se em Israel com ambição mundial

Comitiva de startup da ANJE no festival de inovação DLD, em Telavive, Israel. Fotografia: DR
Comitiva de startup da ANJE no festival de inovação DLD, em Telavive, Israel. Fotografia: DR

Telavive é a primeira de três paragens do programa promovido pela ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários

Há sete startups do norte de Portugal que estão a apresentar-se no DLD, o maior festival de inovação de Israel. Isto é possível graças a uma iniciativa da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários – que está num dos países de referência do empreendedorismo mundial. Telavive, a segunda maior cidade de Israel, é a primeira de três paragens para estas sete startups, que estão em áreas como saúde, turismo e comércio, por exemplo.

A nova edição do projeto ASA – ANJE Startup Accelerator decorre desde o início do ano e inclui três fases: recolha de candidaturas (100 inscritos), pré aceleração (20 projetos), aceleração (10 projetos). “Fomos buscar estas startups ainda na fase da ideia, maturámos as ideias e demos ferramentas de trabalho, acelerámos os projetos e vamos aos mercados mais avançados do empreendedorismo, dando-lhe a possibilidade de conhecerem novos realidades. Queremos que estas startups cresçam de forma global”, explica Rafael Alves Rocha, da ANJE.

Em Israel, além da presença do festival DLD, esta comitiva está a visitar vários espaços de trabalho partilhado (coworks) e aceleradoras, além de participar em vários encontros de fazedores (meetups).

O Dinheiro Vivo falou em Telavive com três destes projetos, como a PathoWatch.med (saúde), a ARQi (turismo e arquitetura), e a World on Store (comércio).

Manuela Oliveira – PathoWatch.med:

As infeções hospitalares são um dos maiores problemas a nível mundial e só em Portugal morrem 12 pessoas por dia devido a esta situação, sete vezes mais do que nos acidentes de viação. “Criámos um processo biológico que permite identificar não um dos organismos que provoca essa infeção mas um grande grupo, de uma maneira muito mais rápida do que existe no mercado, em dois dias em vez de ser em dois meses”, detalha a líder desta startup.

Numa só análise consegue detetar 30 micro-organismos em vez de um e há informação da resistência aos antibióticos, tornado o processo muito mais eficiente e com menor custo, acrescenta Manuela Oliveira, que está na PathoWatch.med com mais dois elementos. O projeto gerou o interesse por parte de gregos e de checos. Em Portugal, a empresa quer começar a trabalhar com hospitais privados, tendo já iniciado uma prova de conceito com uma entidade público-privada.

Leia aqui: Hybrid: Acelerar startups em Israel com a ajuda de árabes

António Vieira de Castro – ARQi:

Na era dos factos falsos ou alternativos, a ARQi quer fornecer informação certificada sobre os edifícios históricos. Com recurso à realidade aumentada e realidade virtual, quer proporcionar uma experiência de qualidade e verificada por arquitetos, proprietários e historiadores “independentemente do lugar onde estiver e da época do ano”. A realidade aumentada serve para ativar códigos de um determinado edifício e que remetem para um perfil de informação (simples e detalhado); a realidade virtual permite visitar os locais mesmo à distância.

“A nossa prioridade é oferecer visitas de sejam virtuais, possibilitar aos proprietários que façam dinheiro com os próprios edifícios e fazer com que a informação acedida pelos utilizadores tenha qualidade em termos de certificação. Por isso, estamos a tentar estabelecer protocolos com a Ordem dos Arquitetos Norte e universidades”, refere António Vieira de Castro, que conta com outros dois membros na equipa. A ARQi reuniu-se com as entidades do turismo de Telavive e vai lançar-se no mercado até ao final de 2017.

Frederico Carvalho – WorldOnStore:

Ligar as lojas de produtos tradicionais com os consumidores virtuais é o principal objetivo da WorldOnStore. “Distanciamo-nos dos marketplace de pessoas que fazem produtos artesanais em casa e queremos valorizar as lojas com histórias”, refere o CEO desta startup nascida no início de 2017.

Com crescimento faseado e plataforma funcional, Frederico Carvalho calcorreou todo o norte do país, numa carrinha, para avaliar a importância de uma plataforma deste género para os lojistas, com os quais negoceia diretamente parcerias e juntam-se à plataforma. “Hoje somos uma marca que está a tentar implementar-se noutros mercados. Começámos a contactar lojas na América do Sul e a recepção tem sido muito boa. Temos lojas registadas em países como México e Peru.”

A ANJE também está a apresentar em Israel mais quatro projetos: XPIM – serviço acessível de impressão 3D de grande formato; Dressit – aplicação que ajuda a escolher o look mais apropriado e alinhado com as últimas tendências para todas as ocasiões através da câmara do telemóvel -; Step Tuttor – validação de competências de médicos e alunos de medicina – e Fun Genius – solução de gestão escolar, que une a gestão do conhecimento e a comunicação. Depois de Telavive, as startups irão conhecer os ecossistemas de Berlim e de Silicon Valley (São Francisco).

Na feira DLD, Portugal está ainda representado por outras duas startups, através do programa da Embaixada de Israel em Portugal. Trata-se da Just a Change – associação que reabilita casas de pessoas carenciadas – e a Speak – programa linguístico e cultural que pretende aproximar pessoas, quebrando as barreiras da língua.

  • * Jornalista viaja a convite da Embaixada de Israel em Portugal
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