Smart Open Lisboa

Startups e grandes empresas apresentam soluções para Lisboa

Lisboa, 15/11/2018 - SOL Mobility Demo Day que decorreu esta tarde no Museu da Carris em Lisboa.
Programa promovido pela Beta-i para a Câmara Municipal de Lisboa e que conta com o apoio do Turismo de Portugal, no âmbito do programa FIT - Fostering Innovation in Tourism, que tem como objetivo dinamizar novos projetos e estimular o ecossistema empreendedor.

(Gerardo Santos / Global Imagens)
Lisboa, 15/11/2018 - SOL Mobility Demo Day que decorreu esta tarde no Museu da Carris em Lisboa. Programa promovido pela Beta-i para a Câmara Municipal de Lisboa e que conta com o apoio do Turismo de Portugal, no âmbito do programa FIT - Fostering Innovation in Tourism, que tem como objetivo dinamizar novos projetos e estimular o ecossistema empreendedor. (Gerardo Santos / Global Imagens)

As startups finalistas do programa de inovação aberta Smart Open Lisboa deram a conhecer projetos que prometem facilitar a mobilidade na capital.

As deslocações em Lisboa prometem ser cada vez mais fáceis graças às novas soluções de mobilidade geradas na terceira edição do programa de inovação aberta Smart Open Lisboa (SOL), uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) gerida pelo hub de inovação Beta-i.

Passa a ser possível planear uma viagem dentro da cidade com antecedência e integrando vários meios de transporte ou saber onde estacionar o automóvel antes de sair de casa. Já os operadores de transporte podem, por exemplo, gerir a sua frota através do carsharing, comunicar melhor com os utentes e conhecer o perfil das pessoas que usam determinado percurso para adaptar a oferta.
À terceira edição do SOL concorreram 130 startups. Destas, 80 foram selecionadas pela Beta-i. Na última fase ficaram 24 startups que participaram no bootcamp. Depois foram escolhidas 15 que passaram a desenvolver projetos-piloto em conjunto com as organizações parceiras. A última fase, a apresentação de resultados, do SOL 2018 foi esta semana no Museu da Carris, em Lisboa.

Entre os 15 projetos-piloto que chegaram à fase final estão, por exemplo, as soluções encontradas em conjunto pela AppyParking (Reino Unido) e os seus parceiros principais Emel, CML e Axians, a AIPARK (Alemanha) com a Via Verde, a Parkio (Portugal) com a EMEL, a Shotl (Espanha) com a Carris, a Xesol Innovation (Espanha) com a NOS, a Idatase (Alemanha) com as frotas de camiões ou a Wall-i (Portugal) com dois projetos, um com o Metro de Lisboa e outro com a CML.
Aconteceram parcerias entre uma startup e várias organizações, como foi o caso da MotionTag (Alemanha) e da Meep App (Espanha). E houve situações em que a mesma grande empresa participou em vários “casamentos”. Falamos da Ferrovial, empresa espanhola de serviços urbanos e de tratamento e gestão de resíduos, que recebeu a CardioID Technologies (Portugal), a E-floater (Alemanha) e a Eccocar (Espanha).

Estes novos projetos e parcerias não teriam fundamento sem a abertura no ano passado dos dados da cidade de Lisboa pela CML e outras organizações como EMEL, Carris, Transtejo, EPAL, Ministério do Ambiente, Porto de Lisboa ou Instituto Nacional de Estatística.
Os dados deixaram de estar fechados nos gabinetes municipais e passaram a ser de todos, de forma transparente. Tendo acesso a, por exemplo, dados geoespaciais (mapas), demográficos (circulação das pessoas na cidade), de transportes (fluxos de trânsito) e ambiente (consumos de energia e água), as startups podemoferecer novas soluções para melhorar a vida das pessoas na cidade. Hoje os dados sobre a cidade de Lisboa estão publicados e podem ser consultados aqui http://lisboaaberta.cm-lisboa.pt/index.php/pt/.

“Há meses apenas a Carris sabia quanto tempo levava o próximo autocarro a chegar a cada paragem. Hoje essa informação está aberta”, disse Miguel Gaspar, vereador da Câmara Municipal de Lisboa para a área da mobilidade.
“A maior parte dos projetos contam com mais do que um parceiro”, explicou o responsável pelo programa Gonçalo Faria. Essa foi, na sua opinião, uma das maiores dificuldades na gestão de cada projeto-piloto que é feita pela Beta-i. Outra foi a velocidade. A máquina burocrática das grandes empresas não lhes permite acelerar o ritmo e as startups ressentem-se. “Procuramos incutir o sentido de urgência nas corporate.”

Para evitar problemas, as parcerias assentam em contratos escritos e assinados. “A maior parte dos pilotos estão muito contratualizados em termos de transferência de dados e propriedade intelectual”, explica Gonçalo Faria.
Pedro Rocha Vieira, cofundador e CEO da Beta-i, aponta como desafio a superar no relacionamento entre duas entidades com culturas tão díspares a definição do modelo de negócio da parceria de forma a resultar numa relação win win. “O nosso papel é a concertação do encontro entre as partes através da gestão da mudança.”

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