Fazedores

Startups portuguesas levam energia renovável à antiga Suazilândia

Exemplo de solução integrada de produção de eletricidade e calor fora da rede da InnovaKeme. (Fotografia cedida pela GoParity)
Exemplo de solução integrada de produção de eletricidade e calor fora da rede da InnovaKeme. (Fotografia cedida pela GoParity)

Fintech GoParity associou-se à startup madeirense InnovaKeme para produzir eletricidade e calor a um hospital em Essuatíni.

Duas startups portuguesas vão levar energia renovável à antiga Suazilândia. A plataforma de financiamento colaborativo GoParity associou-se à startup madeirense InnovaKeme para uma solução modular que produz calor e eletricidade com recurso à biomassa e energia solar. A solução SolarWood vai ser instalada num hospital daquele país e o projeto vai custar um total de 950 mil euros. A empresa promotora do projeto é a Multiply Energy, de Évora.

A GoParity entra neste projeto porque vai captar 100 mil euros – cerca de 10% do financiamento -, através de uma campanha de crowdfunding com base num empréstimo a oito anos e com uma taxa de juro de 6,15%. O restante montante será financiado pela promotora Multiply Energy (150 mil euros), pelo fundo de cooperação internacional Nordic Development Fund (500 mil euros) e por uma empresa local (150 mil euros). Conforme o sucesso da campanha, a GoParity poderá aumentar o contributo para os 150 mil euros.

A InnovaKeme vai fornecer a solução integrada de produção de energia, que conta com quatro unidades: “uma produz e seca lenha; outra utiliza a biomassa para produzir de forma combinada o calor e eletricidade; o terceiro contentor produz eletricidade a partir de painéis solares; e o último é um sistema de armazenamento e gestão da energia produzida”, refere a nota de imprensa divulgada esta sexta-feira.

No conjunto, a SolarWood terá uma potência de 150kWp (na central fotovoltaica), com capacidade de produzir 80kW de eletricidade e 160kW de energia térmica. A capacidade das baterias é de 50kWh. A tecnologia vai ser instalada no hospital Good Shepherd Mission e terá uma vida útil de pelo menos 25 anos.

Segundo o líder da GoParity, Nuno Brito Jorge, este projeto “vai permitir uma estabilidade do abastecimento de energia ao hospital para que existam menos interrupções do funcionamento e não aconteçam falhas, por exemplo, a meio de uma intervenção médica”. Será possível “evitar a emissão de 1.350,3 ton CO2 por ano, o equivalente a 61.377 árvores plantadas”.

Este é o segundo projeto internacional da GoParity, depois de ter lançado, em junho, uma campanha para angariar 50 mil euros para painéis solares em dois estados brasileiros.

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