Swig: Uma montra de bebidas entregue em casa, com e sem álcool à mistura

Vinhos, cervejas, bebidas espirituosas e até aperitivos chegam ao destino no prazo de uma hora na região de Lisboa ou em menos de 48 horas em todo o país. Há mais de 4000 referências de 25 fornecedores.

A Swig quer mudar a forma como se bebe em Portugal. A plataforma de entrega de bebidas ao domicílio chegou ao mercado em julho deste ano. Quem estiver na região de Lisboa recebe a encomenda em menos de uma hora; no resto do país, o prazo de entrega é inferior a 48 horas. As ordens de compra são dadas exclusivamente através da página da Swig na internet.

Vinhos, cervejas, bebidas espirituosas, RTD (cocktails, Porto tónico e hard seltzer), acessórios, xaropes e aperitivos são as categorias disponíveis na "montra" (marketplace) portuguesa. Há mais de 4000 referências disponíveis, de 25 fornecedores.

Os produtos são enviados das lojas parceiras para a casa dos consumidores e são entregues por estafetas que trabalham para a startup de Lisboa. "Nós fazemos a integração de retalhistas na plataforma, como se fosse uma Amazon", destacam ao Dinheiro Vivo os dois fundadores, Victor Cordeiro e João Mendes.

Por exemplo, se comprar quatro produtos, a mesma ordem de encomenda poderá ser executada por quatro estafetas, cada um deles a entregar cada uma das referências. Conforme o montante e a empresa parceira, as encomendas podem ser entregues com ou sem cobrança de taxa.

"Logo que possível" é o serviço que entrega as bebidas em menos de uma hora ou então no próprio dia, conforme o agendamento do cliente. O serviço, para já, apenas funciona no raio de 15 quilómetros junto à loja no concelho de Lisboa.

Na opção "entrega mais tarde", o consumidor pode escolher o dia e a hora em que recebe a encomenda, no espaço de 48 horas. O serviço tem cobertura nacional e é realizado em parceria com os CTT.

Vinho e whisky são os produtos mais encomendados pelos clientes, que costumam ter entre 35 e 60 anos. Se for necessário, o estafeta pode pedir a identificação do cliente, para prevenir consumidores de álcool menores de idade.

A ideia para a Swig nasceu antes de a covid-19 ter chegado a Portugal. No início de 2020, Victor e João começaram a pensar como lançar uma plataforma "exclusivamente digital e com força suficiente para o mercado".

Os dois fazedores, com experiência anterior no mercado das bebidas, chegaram "rapidamente ao conceito de marketplace, que possibilitasse criar uma rede especializada" na área.

O coronavírus, entretanto, chegou a Portugal "e acabou por dar força à ideia que estávamos a ter, por causa da mudança de hábitos de consumo eletrónico". De um momento para o outro, "as pessoas tiveram quase obrigatoriamente de passar a fazer as compras online".

Victor e João começaram a traçar o plano de negócios e estimam investir cerca de 200 mil euros até ao final do próximo ano. O capital vem dos dois fundadores e de mais um sócio. Nessa altura, está previsto que as receitas superem os lucros. O investimento deverá ser recuperado ao fim de quatro anos.

Nas próximas semanas é esperado o alargamento das entregas rápidas para a margem sul da Área Metropolitana de Lisboa e ainda da região do Porto. As encomendas executadas em menos de uma hora deverão chegar a todo o país mais lá para a frente, e com mais bebidas na lista.

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