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Taikai. Caça-talentos para resolver desafios digitais das empresas

Mário Ribeiro Alves, fundador e presidente executivo da Taikai. (DR)
Mário Ribeiro Alves, fundador e presidente executivo da Taikai. (DR)

CTT e NOS são primeiros clientes da plataforma de inovação aberta que utiliza tecnologia blockchain.

A Taikai é uma plataforma de inovação aberta que resolve os desafios digitais das grandes empresas. CTT e NOS são as duas primeiras parceiras da startup que nasceu no ano passado e que recorre à tecnologia blockchain para selecionar os melhores projetos. A plataforma poderá chegar ao estrangeiro já no próximo ano.

“O nosso objetivo é incentivar as empresas a colocarem os seus problemas sob a forma de desafios na plataforma. Ao fazerem-no, estão, ao mesmo tempo, a atribuir um prémio para quem resolver esse desafio”, explica Mário Ribeiro Alves, fundador e presidente executivo da Taikai. A adesão a esta plataforma é gratuita para os membros da comunidade “para atrair os melhores talentos tecnológicos”.

As empresas, pelo contrário, pagam uma subscrição mensal para aceder à plataforma e lançar desafios. Também podem definir as votações, que são feitas com base na kai, que serve como ‘moeda virtual’ – ou token, na linguagem blockchain.

O arranque desta plataforma foi possível com o apoio da Bright Pixel. O laboratório liderado por Celso Martinho investiu 350 mil euros em pre-seed. “Eles já tinham percebido que este é um modelo de negócio interessante porque trabalha proximamente com algumas empresas e sentia que havia uma falha de ligação.”

Com a primeira injeção de capital, Mário conseguiu construir a equipa – já com seis pessoas – e desenvolver a plataforma tecnológica. A Taikai está incubada em Leça do Balio, no Reactor Innovation Hub. Este espaço de inovação pertence à Bright Pixel, à Porto Business School e ao centro empresarial Lionesa.

Fazedor com pé na banca
Licenciado em Economia, Mário Ribeiro Alves já trabalhou como consultor de gestão e de tecnologia e também passou pela banca de investimento. Durante a passagem na área financeira, este fazedor começou a ajudar as startups a levantar rondas de investimento.

“Comecei a perceber quais eram as classes de ativos que existiam, como aconselhar o investimento responsável e durante esse período conheci os dois dos três fundadores da MindProber. O Pedro Almeida e Pedro Chaves pretendiam fazer ronda de investimento de 450 mil euros”.

Depois desta passagem, Mário Ribeiro Alves aproveitou os conhecimentos do blockchain e das criptomoedas para ajudar muitos outros fazedores. Foi aí que este fazedor começou a organizar ICO’s, isto é, abertura de capital da empresa em troca de ‘moedas virtuais’.

“Se houver interesse da comunidade”, o recurso ao ICO pode ser uma hipótese para a Taikai captar mais financiamento e acelerar a expansão.

Até lá, esta startup pretende contar com 10 grandes empresas portuguesas como parceiras. No próximo ano, o Reino Unido ou a Alemanha poderão ser os primeiros mercados internacionais: tudo depende da nacionalidade dos próximos investidores.

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