Especial: Letónia

TeamGuruX. Spas e massagens para hotéis que não têm espaço

André Raimundo é um dos fundadores da TeamGuruX e vive há mais de dez anos na Letónia. FOTO: DR
André Raimundo é um dos fundadores da TeamGuruX e vive há mais de dez anos na Letónia. FOTO: DR

O Fazedor português André Raimundo lançou na Letónia uma plataforma de serviços domésticos para particulares e que agora chegou aos hotéis.

A falta de espaço deixou de ser uma desculpa para os hotéis mais pequenos da Letónia não poderem prestar mais serviços aos hóspedes. A partir desta semana, a startup de oferta de serviços TeamGuruX reúne profissionais de serviços de massagem, cosmética, maquilhagem, meditação, personal trainer, guia turístico e babysitting a estes hotéis. A ideia é do português André Raimundo, que está há mais de uma década naquele mercado e que fez a transição do mundo da arquitetura para a informática.

“Os hotéis mais pequenos, que não têm spas nem capacidade para fazer vários serviços, inscrevem-se na plataforma e depois estruturamos o serviço que eles querem”, explica este fazedor em entrevista ao Dinheiro Vivo em Riga, na Letónia. Com esta solução, “os hotéis conseguem oferecer mais serviços a um custo mais baixo, porque não têm despesas com as infraestruturas. Podemos alugar o equipamento necessário e o hotel fornecer as toalhas”.

A TeamGuruX funciona como um agente: “O massagista faz o serviço e depois divide parte dos rendimentos connosco e com o hotel. Se tiverem três massagens no hotel, podem ganhar cem euros em três ou quatro horas”, exemplifica. Também é possível que estes mesmos serviços possam ser prestados em parceria com hotéis maiores.

Esta é a nova área de negócio da TeamGuruX, que foi fundada no início deste ano na Letónia. “Há dois anos, surgiu a ideia de criar uma plataforma para serviços domésticos, como limpeza, canalização, reparação de computadores, bolos, jardinagem, luz e também massagem.”A startup funciona como uma montra de serviços, ao ligar os profissionais (os gurus) aos clientes particulares, num modelo semelhante ao de plataformas como a Zaask mas que “não existia na Letónia”.

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A equipa base é constituída por cinco pessoas, à qual se soma um grupo de colaboradores que deverá entrar para os quadros da plataforma assim que o projeto for mais sustentável.

O financiamento, em montante não determinado, foi assegurado por dois business angels. “Agora estamos a falar com uma sociedade de capital de risco da Estónia, que anda muito entusiasmada com esta ideia.”

Mudança por amor
André Raimundo vive em Riga há mais de uma década e é um dos muito poucos portugueses que está na capital da Letónia para trabalhar – a cidade báltica costuma estar nas preferências dos estudantes de Erasmus ou dos que estão a formar-se para médicos.

Mas o fazedor português deixou-se levar por uma pessoa que conheceu em 2005, enquanto estudava Arquitetura. “Fui fazer Erasmus no último ano do curso, na República Checa, e muito entusiasmado com a vida que estava prestes a ter. Acabei por conhecer lá uma rapariga da Letónia, que estava no segundo ano da faculdade.”

André e Anna ficaram sempre juntos desde então. “Decidi mudar-me para a Letónia e trabalhar em arquitetura, porque já na altura o mercado não estava muito bom em Portugal.” Na Letónia, o português começou logo com um contrato e desenvolveu vários projetos de raiz, algo pouco habitual para uma pessoa ainda não muito experiente na altura. Estávamos em 2007.

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Quatro anos depois, “tudo desapareceu. Num mês, todos os projetos foram cancelados e eu e a minha equipa fomos despedidos”. André recomeçou a atividade numa cidade mais pequena, em Daugavpils.
“Só que na Letónia, Riga é relativamente grande e a segunda cidade é muito pequena. Acabei por voltar à capital, alguns anos depois, para abrir um escritório nesta empresa. Cheguei a diretor e começámos a ganhar várias competições internacionais, que nos asseguraram contratos na Rússia e na Bielorrússia”, explica o empreendedor.

A transição para o digital começou há dois anos. “Comecei a fazer alguns projetos informáticos, que estavam relacionados com a arquitetura. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma plataforma como a TeamGuruX.”

No próximo ano, esta plataforma poderá chegar a países do Báltico como Estónia e Lituânia e ainda poderá ter novos serviços, para ajudar a organização de eventos.

*Jornalista viajou a convite da agência de investimento da Letónia

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