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Women in Tech. Alunas do Técnico partem à conquista da Web Summit

Foto: IST
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Na luta pela igualdade de género, o IST tem promovido várias iniciativas, não só junto dos alunos mas também dos docentes.

O tema volta à baila todos os anos, por cá com mais força desde que Paddy Cosgrave decidiu transformar Lisboa no festival de outono dos geeks. Como atrair mais mulheres para a tecnologia?

A três dias do arranque da Web Summit no Parque das Nações, o Instituto Superior Técnico tentou responder a esta questão durante um pequeno-almoço dedicado às Women in Tech, que juntou cerca de uma centena de alunas e contou com a presença de oradoras internacionais de peso.

Helena Geirinhas estudou no Técnico há quase 40 anos e hoje lidera o grupo de trabalho da instituição que promove a igualdade de género. Revela que 30% dos estudantes do instituto são mulheres, um número que não é extraordinário, confessa, mas também não envergonha.

“É um desafio diário, principalmente em alguns cursos para os quais é mais difícil atrair mulheres. As coisas têm-se alterado aos poucos”, conta ao Dinheiro Vivo.

Segundo a engenheira, os cursos que mais repelem as jovens estudantes estão na área da eletrotécnica, mecânica e ciência computacional. “Temos feito uma grande campanha para mudar isto, mostrando a diversidade dos cursos e as saídas que têm, não só ligadas à tecnologia mas também à sociedade”, sublinha Helena Geirinhas.

Na luta pela igualdade de género, o IST tem promovido várias iniciativas, não só junto dos alunos mas também dos docentes. “Qualquer docente do Técnico que tenha tido uma licença de parentalidade superior a 100 dias tem direito a mais um semestre sem dar aulas para fazer a sua investigação. Isto promove não só a parentalidade como é também uma forma de as mulheres continuarem a competir na carreira com os seus colegas”, conta a engenheira eletrotécnica.

Ana Teresa Freitas também estudou no Técnico, hoje dá aulas no Técnico e há quatro anos decidiu aventurar-se no mundo das startups.

Criou a HeartGenetics e duas rondas de capital depois, está prestes a concluir mais uma, de meio milhão de euros.

“Somos uma startup entre as áreas da saúde e da informática. Trazemos a inteligência para os dados da genética. Não só fazemos testes genéticos como somos capazes de apresentar os resultados de forma a que as pessoas consigam usá-los no seu dia-a-dia”, explica a docente e fazedora.

Depois de ter participado na última edição da cimeira como startup selecionada no programa Road2Websummit, este ano o objetivo é outro.

“Estamos à procura de um investidor internacional que nos ajude a entrar no mercado global. Já exportamos, para Espanha e para o Brasil, e vamos entrar agora na Alemanha, mas precisamos desse investimento de fora. O levantamento de capital que fizemos é para demonstrar que conseguimos atingir o break even em 2018 e, a partir dai, é com o EBITDA positivo que vamos falar com investidores”, explica Ana Teresa Freitas.

A partir de segunda-feira, no Altice Arena e nos Pavilhões da FIL, a docente vai procurar parcerias com outras startups, na área do desporto ou da nutrição, que complementem o seu projeto.

Perante o olhar de uma centena de jovens aspirantes, Ana Teresa Freitas, mãe de quatro filhas, destaca que vai continua a participar nos eventos da Women in Tech enquanto sentir que partilhar a sua história “dá conforto a estas jovens”.

“No mercado de trabalho há situações difíceis de gerir. Se elas ouvirem pessoas que já passaram pelo mesmo, terão outra preparação para enfrentar o futuro que as espera. É preciso acabar com o mito de que a tecnologia é para nerds“, destaca.

Quem também vai à Web Summit com o alto patrocínio do IST é Catarina Ventura. A jovem estudante do segundo ano do mestrado em Gestão de Energia, com especialização em Energias Renováveis, foi a feliz contemplada de um bilhete para a cimeira tecnológica, após um sorteio realizado durante o evento.

“Ainda não vi bem o programa mas sei que no dia 7 vão falar de Inteligência Artificial. Basicamente vou ver tudo aquilo que poderei retirar da cimeira e que possa ser produtivo para mim. Quando venho a estes eventos fico mais inspirada para continuar a estudar”, confessa a jovem estudante.

No ano passado, Paddy Cosgrave revelou que 42% dos participantes da Web Summit foram mulheres, sublinhando o sucesso da iniciativa Women in Tech. Na edição deste ano, aumentará?

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