Casamentos

The Destination. Não há melhor sítio para casar do que Portugal

The Destination. Não há melhor sítio para casar do que Portugal
The Destination. Não há melhor sítio para casar do que Portugal

É o lugar ideal para casar. A paisagem de postal, o clima, a gastronomia e os preços sem competição no resto da Europa fazem de Portugal o sítio perfeito para os estrangeiros fazerem a festa. Pelo menos, é nisso que Susana Esteves Pinto e Marta Ramos acreditam e é nisso que querem que o mundo inteiro acredite.

Fazer aquilo de que gosta “é uma forma de estar na vida” e há mais de uma década que Susana Esteves Pinto gosta de trabalhar no negócio dos casamentos. Depois de se ter formado em Design de Comunicação e de ter trabalhado em produção de eventos, teve uma marca de convites de casamento, criou o Simplesmente Branco em 2009 e, no verão do ano passado, investiu8 mil euros para lançar, com a ex-jornalista Marta Ramos, o The Destination, uma plataforma para quem oferece e para quem procura. “Juntamos, na nossa casa, os fornecedores e os leitores, e apresentamos Portugal como destino, falamos sobre as diversas regiões e informamos sobre o que cada fornecedor oferece”, explica a designer de 40 anos. É um projeto que surge depois do sucesso do Simplesmente Branco, hoje já com cinco anos, e que funciona da mesma forma mas, desta vez, direcionado para o mercado estrangeiro.

Depois de se juntarem e de perceberem que havia espaço para este modelo, reuniram uma equipa de tecnologia da informação e outra de marketing digital para, em alguns meses, criarem um site “ágil nos motores de busca, que chega rapidamente aos clientes”. No fundo, e porque casar longe de casa implica uma grande dose de confiança, “somos facilitadores de informação e a ideia é de que os leitores sejam completamente autónomos e que façam as suas escolhas como entenderem, na certeza de que se sentem seguros com a informação”.

Entre fotógrafos, empresas de catering, assessoria e planeamento, decoração ou cabelo e maquilhagem, o portal tem informação sobre quase 40 fornecedores, que pagam 480 euros por ano para terem o seu lugar no The Destination. Vale a pena este investimento? “Esta coisa do destination wedding é um mercado muito interessante e que mexe com muito dinheiro.” É que, quando vem um casal, não vem sozinho, traz centenas de pessoas atrás. Não há números oficiais sobre quantos estrangeiros vêm casar a Portugal mas, no ano passado, sabe Susana Esteves Pinto, mais de 400 noivos casaram-se no Algarve.

Só dois requisitos são avaliados antes de se decidir a entrada de um fornecedor no The Destination: a qualidade do portfólio e a forma como se apresentam. “Há referências mais fáceis do que outras. Avaliar um fotógrafo é mais fácil do que avaliar uma empresa de catering”, por exemplo. O essencial é que haja uma presença online forte. “Não confio num negócio que tenha apenas uma página de Facebook, sem um telefone ou um e-mail oficial. Acho que é preciso gastar para ganhar e mostrar o que se vale quando se pede dois ou três mil euros por um serviço ou produto.” No fim, o que se quer é que os noivos tenham informação suficiente para que se sintam confiantes com os contactos que estão a fazer.

Os britânicos, irlandeses e suíços são os maiores fãs de Portugal como destino de casamento. O Algarve é um must para quem vem da Irlanda e de Inglaterra – a easyJet e a Ryanair contribuem muito para isso – e vem também muita gente para o Douro, Cascais e Sintra. “Não quer dizer que não seja fácil trazer gente para o Alentejo, mas o Alentejo gosta-se depois de lá se estar.” E se, quando foi lançado, 80% dos leitores do portal eram nacionais, hoje o The Destination, escrito em inglês e em português do Brasil, já conta com 60% de leitores estrangeiros.

O The Destination arrancou a 28 de julho de 2014 e conta, neste momento, com uma média mensal de cerca de dois mil leitores. Para este ano, Susana Esteves Pinto só espera “coisas boas”. Duplicar os 37 fornecedores que hoje pagam para estar no site é “ambicioso”, mas “mais 50% é exequível”. Ainda é cedo para avaliar o impacto do portal nas vendas dos fornecedores. “A procura de quem vai casar começou em janeiro, mas sentimos que esse mês deu um salto em relação aos meses anteriores e este é o timing natural deste negócio.” Para chamar mais leitores, não há muita ciência. “É trabalhar bastante no Google.”

Susana Esteves Pinto não espera números “absolutamente espantosos” e sabe que nunca chegará ao campeonato dos blogues de mães, ou que a concorrência estrangeira “é gigantesca”, mas tem uma certeza: a internet é como a jardinagem. “É preciso plantar, regar, tratar e esperar que a planta vá crescendo.”

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