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TransportesPúblicos.pt: o caminho, seja qual for, é para a frente

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Não fosse ter sido criado por portugueses e este projeto podia bem ser de outro país qualquer. É que, apesar de ser nacional, os primeiros esboços do Transportes Públicos.pt foram pensados e planeados em plena Amesterdão, Holanda.

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Ricardo Reis da Silva, 30 anos, estudou Matemática Aplicada à Tecnologia no Porto e fez depois, mestrado e doutoramento na Holanda. E foi o projeto TECO Planner, criado em 2011, que fez com que a ideia fosse uma das dez finalistas do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa (criado para os portugueses da diáspora). E que, numa análise mais cuidada, foi responsável pelo regresso do matemático a Portugal para implementar o projeto no país, com a ajuda do arquiteto Nuno Gomes Lopes, 33 anos, que já contava com experiência no estudo dos sistemas ferroviários em Portugal.

Inspirados pela utilização diária de um calculador de itinerários na Holanda, os dois amigos concorreram com a ideia “para uma solução economicamente sustentável para a falta de informação e dificuldade de planeamento de viagens por transportes públicos em Portugal.” Isto é, em linhas gerais, quiseram facilitar a vida aos conterrâneos, impossibilitados de planear uma viagem de transportes públicos e/ou bicicleta que envolva mais de uma cidade.

A aplicação online permite, por exemplo, ir de uma rua no Porto à universidade de Coimbra, por transportes públicos, explicam. O acesso à plataforma não é exclusivo a utilizadores com computador: as viagens podem ser planeadas até com qualquer smartphone. “A aplicação pretende agregar a informação de transportes públicos, facilitar a comparação entre operadores e o planeamento de viagens. E fazer isto para todo o país e não apenas para uma cidade ou região.”, acrescentam os fundadores do projeto.

Certo é que a operacionalização do transportespublicos.pt tardou pouco: a ideia foi proposta em fevereiro de 2011 e, seis meses depois, Ricardo e Nuno começaram a fazer contactos com operadores e reguladores. Menos de um ano depois aparecia o primeiro prémio: o projeto venceu a VIII edição do concurso de ideias promovido pela NET (BIC Porto) e deu o mote para o lançamento da plataforma nas zonas da Póvoa do Varzim e de Espinho em janeiro de 2013.

Do modelo de negócio fazem parte as mais-valias para os operadores que, segundo os criadores do projeto, “são os principais beneficiados com esta plataforma, não só pelo previsível aumento de utilizadores como porque os seus serviços passam a ser conhecidos por outros clientes que procuram especificamente informação sobre viagens e transportes públicos.”

Os planos de crescimento do negócio – criado com um investimento que rondou os 15 mil euros – passam por criar uma comissão pela venda de bilhetes que sejam comprados a partir da plataforma cobrada, por exemplo, aos operadores de médio e longo curso e, também por ações de publicidade e pelo desenvolvimento de serviços premium para utilizadores.

Para o próximo ano, a empresa quer possibilitar o planeamento de viagens de transportes públicos e bicicleta em toda a zona Norte do país. Este é o primeiro plano do caminho. Falta o resto.

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