Coronavírus

Três quartos das startups prejudicadas pelo novo coronavírus

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44% das jovens empresas registaram perdas de vendas acima de 60%. Introdução de lay-off imediato é a principal medida proposta ao Governo.

Quase três quartos das startups portuguesas estão a sofrer impactos negativos do novo coronavírus. Esta é a principal conclusão de um estudo divulgado esta quinta-feira pela consultora Aliados em parceria com a agência FES – Filling Empty Spaces e que ouviu 78 empreendedores, líderes e diretores de startups com escritórios em Portugal.

Os problemas não ficam por aqui: 44% das startups registaram perdas de vendas acima de 60% e seis em cada dez inquiridos acreditam que a situação ainda vai ficar pior. Só 6,4% das startups dizem que a Covid-19 está a ter impacto nas receitas.

Ainda assim, 75,6% das startups inquiridas afastam qualquer possibilidade de despedimentos e 70,5% não estão a considerar qualquer corte nos salários.

“As startups são fontes de inovação e de competitividade, pelo que continuar a apoiá-las neste momento difícil é, não só crucial para a sua sobrevivência, como também para a futura competitividade do país. Pretendemos que este relatório sensibilize para os problemas que as startups estão a enfrentar e para possíveis soluções específicas para estas empresas, quer se trate de financiamento de curto prazo ou novas medidas que incentivem business angels e capitais de risco a continuarem a investir”, assinala Inês Santos Silva, diretora executiva da consultora Aliados.

Tendo isto em conta, e porque muitas startups ainda não têm vendas, propõe-se “um regime de lay-off simplificado imediato e sem requisitos; critérios de acesso ao financiamento específicos para startups; rondas de financiamento de transição apoiadas pela Instituição Financeira de Desenvolvimento; incentivos fiscais e de outra natureza para que capitais de risco e business angels continuem a investir; aceleração dos pagamentos e reembolsos de financiamento comunitário; isenções fiscais e redução da carga contributiva a curto e médio prazo”.

Na quarta-feira, o Governo francês lançou um pacote de incentivos de quatro mil milhões de euros exclusivamente para startups. Entre as principais medidas, destaque para um mecanismo de financiamento de curto prazo (160 milhões de euros), o pagamento de alguns créditos fiscais (1,5 mil milhões de euros), o pagamento de investimentos já previstos no setor (150 milhões de euros).

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