Tripaya. Diz-me quanto tens, eu digo-te onde vais passar férias

André Ramos, CEO do Tripaya
André Ramos, CEO do Tripaya

Há dois anos, quando André Ramos se preparava para dar como terminado o plano para as suas férias nem queria acreditar. Depois de escolher um destino, os voos e os hotéis percebeu que facilmente tinha ultrapassado o orçamento de que dispunha. Voltou, por isso, ao início e foi forçado a procurar um novo destino, novos voos, novo hotel.

A dificuldade em conseguir encontrar, de forma rápida, um destino à medida das suas possibilidades acabou por dar o mote daquilo que, 16 meses depois, e já com as férias gozadas, seria o Tripaya – um site que é três em um: um Lonelyplanet de inspiração, um Skyscanner de marcação de voos e um Booking de reserva de hotéis.

“Vivemos hoje num mundo onde as pessoas têm cada vez menos tempo”, conta André, um dos quatro jovens envolvidos no projeto, lembrando um estudo que diz que em média cada viajante perde 30 horas a preparar e marcar as suas férias. Com o Tripaya o tempo encolhe e, como se começa pelo mais importante, o valor que cada um tem para gastar, a solução final já vem adaptada às necessidades.

O site, que está ativo desde março deste ano tem sido um sucesso. “A adesão tem sido incrível, temos tido muitos feedbacks de utilizadores satisfeitos. O comentário que ouvimos mais vezes é “estávamos à espera disto há tanto tempo, finalmente”, diz, orgulhoso.

Sem investimento em marketing, tem sido o passa a palavra que tem levado o projeto para a frente. Como a plataforma tem parceria com o Skyscanner – site de marcação de voos – e com o Booking – reserva de hotéis -, está acessível para qualquer utilizador e, a poucos meses depois do arranque já se contam utilizações de 100 países diferentes, razão que levou a equipa a lançar o site também em inglês.

É também esta parceria que permite que o portal online seja totalmente gratuito para o utilizador. “A margem que fica no Tripaya é suportado pelos parceiros e nunca pelos utilizadores. Ou seja, ficamos com uma comissão por cada reserva de voo e hotel, mas que é retirada da comissão do Skyscanner ou do Booking”, explica o fundador.

Mas afinal, como funciona o portal? A explicação é simples: diz-se o aeroporto de partida, a data de ida e volta, o número de adultos e/ou crianças e o valor disponível para gastar. Há ainda um fator de personalização do serviço que permite filtrar a seleção através da escolha do tipo de férias que se procura: praia, romance, cultura, neve, família ou diversão noturna. Em menos de um minuto, o Tripaya faz a sugestão ou as sugestões à medida da carteira.

“Atualmente temos na nossa base de dados mais de 500 destinos só na Europa”, conta André Ramos, admitindo que o próximo passo é aumentar o número de idiomas e de unidades monetárias disponíveis, bem como alargar a oferta a outros continentes.

“Um produto digital nunca está terminado. No dia em que lançámos o site já estávamos a fazer pequenos ajustes”, conta, admitindo que “o objetivo do Tripaya é tornar-se o site de referência para quem ainda não sabe onde quer ir de férias e está à procura de inspiração”. Em cima da mesa está também a introdução de novas funcionalidades, mas nunca esquecendo que “tudo tem de acontecer de uma forma gradual e natural”.

Os poucos meses de vida ainda não permitem retirar o salário, mas o projeto já paga os custos fixos que gera. É que só nas primeiras duas semanas online chegaram a ter 2500 visitas e, no mês seguinte outras 7000. “A maioria das visitas ainda vêm de Portugal, mas gradualmente outros mercados maiores vão ganhando mais relevância”.

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