ULI Portugal Novo chair quer elevar rede a think tanks do setor

O novo presidente em Portugal da mais antiga associação profissional do mercado imobiliário quer criar alianças entre o público e o privado e captar mais profissionais para a rede.

A Urban Land Institute (ULI) é a mais antiga associação profissional do mercado imobiliário a nível global e tem novo presidente em Portugal, um rosto bastante conhecido do setor no país. Francisco Rocha Antunes soma quase três décadas de experiência no ramo e é fundador da +Urbano, que tem no portefólio obras emblemáticas de reabilitação urbana no Porto, como o Mercado do Bolhão e o Passeio dos Clérigos. Agora, por um período de dois anos renovável por outros dois, foi nomeado chair da ULI Portugal e já assumiu o desafio de promover em território nacional um papel mais ativo da associação profissional.

A ULI, constituída em 1936, nos Estados Unidos, é um organismo internacional com ramificações na Europa, América e Ásia, dedicado à educação e à investigação no imobiliário, de forma a providenciar boas práticas na utilização do espaço urbano e sustentação de comunidades prósperas no mundo. É um organismo não lobista, que conta com mais de 45 mil associados a nível global, entre promotores, consultores, advogados e arquitetos ligados ao ramo. Em Portugal, Rocha Antunes quer ver a ULI, que já chegou a contabilizar cerca de 200 associados e agora responde por 45, ser espaço de intervenção em prol do setor.

O gestor e também professor na Porto Business School pretende que a associação se destaque como um dos principais think tanks do setor imobiliário português, colocando o foco da discussão na procura de boas práticas num quadro de grandes alterações da indústria, em que matérias como a sustentabilidade e a digitalização são o motor das transformações, e nas tendências emergentes do mercado, como são exemplos os novos formatos residenciais e a logística. Mas não só. O responsável assume a necessidade de estabelecer novas alianças com os intervenientes do público e privado, nomeadamente através da externalização da experiência dos membros da ULI do mercado.

"Numa fase em que o imobiliário enfrenta desafios tão relevantes como a redução da sua pegada de carbono, a digitalização da sociedade e a alteração profunda dos hábitos dos cidadãos, a ULI é o espaço de reflexão e partilha dos profissionais que querem liderar a mudança responsável da utilização do espaço urbano", diz. Ao caderno de encargos já referido, o novo presidente acrescenta o objetivo de incrementar o número de associados em Portugal, sendo que um dos caminhos é o de apoiar a expansão da ULI NEXT Portugal para associados entre os 35 e 45 anos e iniciar o programa Jovens Líderes do Conselho para profissionais com menos de 35 anos.

Como exemplo da futura intervenção da ULI Portugal, Rocha Antunes aponta a necessidade de clarificar junto das entidades públicas o que é a solução residencial Built to Rent (construir para arrendar), já aplicada em vários países europeus, e sensibilizá-las para a necessidade de haver estabilidade do ponto de vista legal para que os promotores apostem neste formato.

Segundo diz, "há centenas de milhões de euros" no mercado internacional disponíveis para investir neste produto, mas para captar esse capital são necessárias alterações ao regulamento geral de edificações. É o caso das áreas: uma habitação não pode ter uma área inferior a 35 mil, mas no modelo europeu do Built to Rent há apartamentos de 25 mil metros quadrados. Na sua opinião, estes projetos têm de ser olhados pelas instâncias públicas como são as residências universitárias, muitas vezes edificadas em solos afetos a serviços.

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