Negócio

Um negócio tradicional ‘out of the box’

Pedro Macedo, CEO da ADELMAC. Fotografia: D.R.
Pedro Macedo, CEO da ADELMAC. Fotografia: D.R.

A Urnas Macedo Unipessoal Lda., empresa portuguesa, sediada no Marco de Canaveses, lança uma nova marca, a ADELMAC, para a internacionalização.

Pedro Macedo tem 28 anos e decidiu recuperar o negócio da família, que apesar de tradicional, “provoca estranheza a muitas pessoas”, por tudo o que representa, a produção de urnas e acessórios funerários, “mas que para nós, é simplesmente a construção de móveis”. Sem o glamour de outros negócios, não desistiu e em 2014 recuperou o negócio iniciado pelo seu bisavó, e com o pai criou a Urnas Macedo Unipessoal Lda. , sediada no Marco de Canaveses.

Com a compreensão de um mercado sempre em expansão, no ano passado decidiu abraçar um novo desafio, a internacionalização. Criou uma nova marca a ADELMAC, “mantendo o que é a tradição da empresa, e com o nome inspirado em Adelino Macedo, o meu bisavô, como forma de homenagear um homem que marcou uma geração pela forma pioneira e visionária como fabricava urnas”.

Para conseguir este arranque, Pedro Macedo apresentou uma candidatura do projeto de internacionalização ao Programa Portugal 2020, no valor de 500 mil euros. “Foi aceite, e o financiamento é de 45%, ou seja, por cada investimento que fazemos nessa área recebemos 45% do total”, refere.

Assim, a nova marca surge como resposta à crescente procura por parte do mercado externo. Objetivo para o qual Pedro Macedo começou a dar os primeiros passos, já no ano passado, com “alguns testes de aceitação no mercado, nomeadamente numa das maiores feiras internacionais do setor que decorreu no final do ano passado – o Salon Professionnel International de L’art Funéraire –, onde a empresa marcou presença. Embora não estivesse concluído todo o processo e respetivos materiais de comunicação, o contacto feito com centenas de visitantes e potenciais clientes foi um excelente indicador de sucesso, uma vez que o feedback foi muito positivo”.

Além disso, a “ADELMAC pretende romper com os paradigmas através de uma imagem sofisticada e uma abordagem diferenciadora. Num segmento ainda muito tradicional, quer destacar-se pela sua identidade out of the box”.

A marca “é um misto entre inovação e tradição. Somos uma marca moderna com raízes tradicionais. Vamos apostar na inovação, vamos lançar novos modelos e criar uma linha ecológica. No fundo, vamos tentar trazer algo de novo para um mercado que é, ainda, um pouco tradicional”, explica Pedro Macedo.

Este ano a ADELMAC “prevê marcar presença em algumas feiras internacionais. “As feiras internacionais são determinantes para darmos a conhecer a marca e os produtos que disponibilizamos ao mercado, uma vez que proporcionam o contacto presencial com clientes de diferentes partes do globo. Para além disso, adquirimos uma visão mais assertiva e mais abrangente do negócio, o que nos permite ter um melhor posicionamento e uma resposta mais célere aos desafios que o mercado nos impõe”.

No entanto, o foco principal para Pedro Macedo, “passa pela construção de novas instalações”, que deverão estar concluídas até ao final deste ano. “Será o grande ponto de viragem para a empresa, que nos dará as condições necessárias para que sejamos capazes de inovar ainda mais, beneficiando, ao mesmo tempo, do know how que a minha família detém neste ramo. Acredito que temos tudo para dar certo e que a ADELMAC é uma marca com futuro e para o futuro”, salienta.

As novas instalações representam um investimento global de um milhão e 700 mil euros, “mas para este salto, também concorremos ao programa Portugal 2020, no projeto inovação produtiva, também aprovado, e é apoiado em 70% mas, mediante a nota global final do projeto. O montante não reembolsável varia entre os 50% e os 0% do apoio”.

Atualmente a empresa conta com 30 colaboradores, “em 2014 eram dez, o crescimento tem sido grande, os resultados, ou lucros, que no ano passado rondaram os 10 mil euros, não representam esse crescimento, porque temos feito grandes investimentos”, frisa o empresário.

E embora o mercado português seja o que absorve a maior fatia da produção, alguns mercados externos começam a manifestar interesse. Desde há alguns anos a empresa exporta para Angola e “prevemos estar, em breve, no mercado europeu, nomeadamente em França, Itália e Alemanha “, conclui.

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