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Uma app para acabar de vez com as filas de espera nos restaurantes

João Gaspar e Vítor Fonseca da Fast  MP junto a uma food truck no quarto dia da Web Summit 2019. O evento tecnológico encerra hoje no Parque das Nações.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
João Gaspar e Vítor Fonseca da Fast MP junto a uma food truck no quarto dia da Web Summit 2019. O evento tecnológico encerra hoje no Parque das Nações. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

A Fast MP está realizar teste na WS para ajudar a reduzir tempos de espera para a comida. Quer expandir operação ao exterior e procura investidores.

No dia em que Portugal se sagrou campeão Europeu de Futebol João Gaspar teve uma ideia de negócio. Porque não ter uma aplicação para acabar de vez com as filas de espera para restaurantes e bares? Hoje a app Fast MP está realizar um teste na foodtruck Poutine Express para ajudar os participantes a reduzir tempos de espera para comida e ao retalhista alimentar aumentar o número de pedidos.

“Estamos a reunir informação neste teste, para no próximo ano propor à Web Summit usar a aplicação na zona de restauração da feira”, adianta o sócio fundador e o chief operating officer.

Desde finais de junho que estão a realizar um teste com cerca de 20 restaurantes de bares em Leiria e Braga, desde então foram feitos mais de 1200 descarregamentos da aplicação, disponível em sistema operativo Android e iOS. Mas o objetivo é escalar a operação. “Queremos entrar em Lisboa, Porto, Braga, Guimarães e depois Coimbra e Algarve durante o próximo ano. Através de equipas próprias, mas também em parceria com empresas de software de faturação que disponibilizam o sistema de faturação aos pontos de venda”, explica João Gaspar.

Hoje o sistema permite ao cliente fazer um pedido, chamar a atenção do funcionário, pedir a conta, até ao final do ano o objetivo é poder fazer o pagamento diretamente na aplicação. Já com as atuais funcionalidades o retalhista poupa entre 2 a 3 minutos por pedido, libertando os funcionários para darem andamento aos pedidos ou receberem mais pedidos. Ou seja, aumentar as suas vendas.

“Não queremos que se prescinda dos colaboradores mas ajudar quando não estão disponíveis para o cliente”, frisa.

A empresa foi vencedora do concurso promovido pelo fundo Tourism Explorers, que lhes deu acesso a 10 mil euros de financiamento, bem como serem representantes de Portugal europeia, dando-lhes exposição ao mercado externo, que está também nos objetivos da empresa.

“Queremos desenvolver em Portugal e, em dois ou três anos, iniciar um piloto em duas ou três cidades fora do país”, diz.

Para isso precisam de um investimento entre 300 mil a 500 mil euros e estão já à procura de investidores para fechar um ronda de investimento entre março/abril do próximo ano.

Os contactos já começaram na Web Summit. “Falamos com uns cinco investidores”, conta. “Alguns mostraram-se interessados”.

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