Urbby: Entregas na cidade com impacto local e estafetas contratados

Em vez de cobrar comissões aos lojistas, nova plataforma aposta em subscrições a longo prazo para reduzir encargos. Investimento inicial de um milhão de euros já criou 67 empregos e tem o estrangeiro no horizonte.

A Urbby pretende transformar a vida dos lojistas em Portugal. A partir de 1 de agosto, a plataforma quer colocar todos os pequenos negócios no digital e servir os consumidores da maneira mais conveniente possível.

Os estafetas responsáveis pelas entregas já estão contratados e têm material fornecido pelo negócio criado por Solange Rocha. Coimbra, Aveiro e Lisboa serão as primeiras três cidades com este serviço.

O próprio nome da plataforma ajuda a explicar a missão da Urbby: "o conceito das entregas é urbano mas falta-lhe a proximidade com os funcionários, as lojas parceiras e os consumidores", nota ao Dinheiro Vivo a fazedora.

A partir de 1 de agosto, será possível encontrar na plataforma produtos em áreas como restauração, saúde e bem-estar, tecnologia, casa e decoração, moda e acessórios, flores, papelaria e escritórios, desporto, pequenas mercearias. Até ao final do próximo mês, estará disponível a aplicação móvel disponível nos sistemas operativos iOS (Apple) e Android (Google).

Se o consumidor quiser receber os items em casa, é cobrada uma taxa de 95 cêntimos por quilómetro, para pagar ao estafeta. Também será possível levar as encomendas no próprio local ou, em alguns casos, recolher os artigos em pontos específicos de entrega.

Os lojistas, em vez de terem de pagar à plataforma uma comissão por encomenda, contam com um modelo de subscrição mensal. Os preços começam nos 14,90 euros por mês, variam conforme a dimensão das lojas e obrigam a uma fidelização de pelo menos dois anos. Há descontos de 10% a 20% caso sejam pagas 12 ou 24 mensalidades.

Em troca, a Urbby garante que todos os subscritores terão acesso a um tablet, assistência técnica e atendimento telefónico 24 horas por dia. Além disso, "os pagamentos serão feitos diretamente na conta dos lojistas", garante Solange Rocha.

Mesmo de antes de lançar o negócio, já foi investido um milhão de euros, sobretudo para o desenvolvimento da componente tecnológica. Entre comerciais, estafetas e engenheiros já foram contratadas 67 pessoas. A sede fiscal fica no Porto.

A ideia da Urbby nasceu há um ano. Depois de uma década no estrangeiro e da experiência na gestão de centros comerciais, Solange apercebeu-se de que as plataformas de entregas aplicavam comissões elevadas. Daí a aposta na mensalidade.

Nos próximos meses, a equipa da empresa deverá chegar às 200 pessoas e permitir a expansão para o resto do país. A médio e longo prazos, a plataforma pretende crescer para o mercado europeu e outros continentes. Será ainda lançada uma solução para grossistas e industriais fornecerem produtos.

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