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VAKT: Vir para Lisboa foi “uma ótima escolha”

Etienne Amic é o CEO da startup britânica Vakt. Foto: Direitos Reservados
Etienne Amic é o CEO da startup britânica Vakt. Foto: Direitos Reservados

A VAKT assegura que o Brexit não foi o motivo que levou a estabelecer em Lisboa o seu principal centro de competências.

São originários do Reino Unido mas assentaram de pedra e cal em Lisboa. A VAKT é uma startup que tem uma plataforma baseada em blockchain e que pretende mudar a forma como a transação de petróleo é feita. Na semana passada anunciou que ia estabelecer em Lisboa o seu principal centro de competências e reforça equipa.

O Brexit, garantiu ao Dinheiro Vivo, Etienne Amic, não esteve relacionado com a decisão de colocar na capital portuguesa este centro. Explica que a maioria da equipa inicial de programadores encarregada do desenvolvimento da plataforma estava na Índia. A distância, para uma startup, criava um problema “insustentável”.

“Sempre detivemos a propriedade intelectual” da plataforma mas precisavam de uma maior proximidade com os especialistas. “Para nós, a questão era: onde colocamos os programadores. Olhámos para vários locais nomeadamente na Europa de Leste. Mas depois pensámos: onde é que podemos estar no mesmo fuso horário que Londres, ter boa tecnologia e boas universidades. E onde as pessoas gostem de viver?”, aponta Etienne Amic.

A escolha recaiu assim sobre a capital portuguesa. “Lisboa tem sido uma ótima escolha”. No início do ano, a empresa já tinha anunciado a criação de um centro de competências em Lisboa, recrutando 60 pessoas para isso. Há dias, revelou que seria em Portugal a casa do seu principal centro de desenvolvimento e um reforço da equipa para alcançar as 90 pessoas.

Etienne Amic confessa que até agora não têm sentido dificuldades em recrutar. Os desafios para esta startup são outros, sendo que uma das principais questões prende-se com a adopção desta plataforma por parte dos traders. “Quanto maior número de traders tens, maior atratividade é para que outros traders se juntarem. Estamos a ter boa tração com os operadores de terminais de petróleo e empresas de inspeção. Mas é criar o efeito de network que é difícil”.

A expansão para novos mercados é, por outro lado, um objetivo. “Atualmente, estamos [numa área] do Mar do Norte e queremos alargar para todo o Mar do Norte. Estamos a avançar para produtos refinados em Roterdão e Amesterdão. E depois provavelmente vamos para o Médio Oriente ou Singapura durante o próximo ano”.

O CEO da startup acredita que não tem uma grande concorrência, devido às especificidades da tecnologia o que faz com que não seja “fácil” que outras empresas concorram diretamente. Mas sabem que nem sempre vai ser assim. “Esperamos vir a ter concorrência da China. Há sempre concorrência de algum lado. Agora, sentimos que somos únicos, mas não esperamos que isso aconteça para sempre”, rematou.

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