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Vision Box dá o salto. Biometria vai chegar a “tudo o que é turismo”

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Vision Box dá o salto. Biometria vai chegar a “tudo o que é turismo”

Pedro Torres, Diretor de Inovação da Vision Box, revelou na Web Summit quais os próximos passos da empresa que aplica a biometria em aeroportos

Acabaram de aterrar na Índia mas já pensam em voos ainda mais altos. Até ao fim do ano a Vision Box deverá ter novidades para anunciar. A garantia é do diretor de inovação da empresa portuguesa que se tornou conhecida por aplicar a biometria em aeroportos, com o objetivo de tornar mais eficiente o controlo de passageiros.

“Estamos a estudar outros países de grande dimensão. O mercado de controlo de fronteiras cresce 20% ao ano. É muito apelativo”, destaca Pedro Torres em entrevista ao Dinheiro Vivo durante a Web Summit. A Vision Box participa na cimeira de tecnologia em parceria com a Enterprise Europe Network, a maior rede de apoio do mundo a pequenas e médias empresas.

Nos pavilhões da FIL, a Vision Box procura “exposição mediática e networking”. No stand da Comissão Europeia aproveitam para explicar a quem passa “como é que se pode conseguir financiamento”.

O projeto que trouxe a empresa à Web Summit promete revolucionar o tempo de espera nos aeroportos. “O objetivo é passar por todos os controlos de um aeroporto sem passaporte, apenas através da utilização da biometria. Não é só a fronteira, que é aquilo pelo qual somos mais conhecidos, mas fazer com que todo o fluxo do aeroporto seja feito com base na identificação de alguém pela sua face”.

Para isso, a empresa está a criar um passaporte virtual, “inteligente e conectado, que existe dentro do telefone”. A ideia, acrescenta, é “transformar o smatphone no passaporte, conseguindo comunicar à distância pelas gates, sem serem necessários documentos. Isto vai traduzir-se num fluxo mais eficiente, o que se reflete num aumento da capacidade dos aeroportos. Também aumenta a segurança, ao contrário do que se pensa quando se fala em facilitar a passagem pelo aeroporto”.

A tecnologia está a ser criada, estando ainda em fase exploratória. “Vamos demonstrar, com pilotos, que ela é tão ou mais fiável do que um passaporte normal. Já estamos a ter conversas com grandes aeroportos, no sentido de fazer com que o fluxo seja controlado com essa tecnologia. O projeto começou este ano e vai durar dois anos”.

Para contornar as questões de privacidade que um modelo como este implica, a Vision Box está a trabalhar com universidades para chegar à melhor fórmula. “O caminho não passa por ter uma base de dados biométrica, isso seria um problema do ponto de vista do regulamento da proteção de dados. O que queremos fazer é colocar no telefone da pessoa o documento de identificação, é aí que fica guardada a biometria. É como ter o passaporte no bolso, mais ninguém vai usá-lo. É o utilizador que controla”.

A visão da empresa consegue ser ainda mais ambiciosa. A Vision Box quer ir mais além na questão das vrificações de segurança. “Ao ligarmos a segurança do raio-x com a identidade da pessoa, podemos ser mais eficientes na gestão do risco. Se calhar nem toda a gente necessita da mesma exaustão na análise no raio-x. Certas pessoas que já passaram muitas vezes, e que podem ser tidas como tendo um risco mais baixo, poderiam ter uma verificação que levasse menos tempo. Estamos a trabalhar nessa ligação entre identidade e verificações de segurança”, revela.

Há ainda outro projeto em andamento no quartel-general da empresa, que tem sede em Portugal e oito escritórios espalhados pelo mundo. Depois de aplicar a biometria aos aeroportos, a Vision Box quer lançar-se em “tudo que esteja relacionado com turismo e hospitalidade”.

“O passo seguinte é possibilitar que alguém que vai fazer check-in num hotel possa usar a informação biométrica. No limite saio do avião, chego ao hotel e não preciso de fazer mais nada a não ser chegar ao quarto, que já sei com antecedência qual é, e ele abre-se porque sabe quem eu sou. Estamos a trabalhar nisso. Queremos estender o nosso serviço para todo um conjunto de atividades relacionadas com hospitalidade e turismo, como rent-a-car, casinos, estádios”, revela o responsável.

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