Inovação

Vortal. Uma plataforma para fazer boas compras ao melhor preço do mercado

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Empresa criou plataforma direcionada para as compras de empresas e governos e permeável a leis dos diferentes mercados. Tem clientes na Alemanha e Colômbia

No escritório, dezenas de trabalhadores olham os computadores com atenção. O trabalho da Vortal passa quase sempre por um ecrã e um teclado e, por isso, mais do que vozes, ouvem-se dedos. Muitos deles estão dedicados à Vortalnext, a aplicação criada pela empresa, dedicada a ajudar as entidades a comprar ao melhor preço, através do aumento da concorrência entre fornecedores durante o processo de compra.

A ideia de adaptar uma plataforma já criada aos diferentes mercados surgiu da observação. “Percebemos que teríamos de ter uma plataforma muito ágil e simples de parametrizar, para respondermos a requisitos específicos de cada um dos países onde operamos. Criámos uma tecnologia que permite ajustar e parametrizar a plataforma sem a necessidade de desenvolver software.” Isso faz que a empresa, focada no mercado do sector público e com necessidade de adaptar o produto à lei local, ganhe tempo na aproximação ao mercado.

“Conseguimos um time to market muito reduzido, o que é uma vantagem competitiva enorme face à nossa concorrência porque permite-nos entrar no mercado de forma muito mais rápida e até configurar procedimentos de compra, de contratação pública, já à luz da legislação local, quando vamos fazer abordagens comerciais aos clientes”, detalha Miguel Sobral, vice-presidente da Vortal.

Criada em 2000 por 20 sócios, e em operação desde o ano seguinte, a Vortal é uma empresa que opera mercados eletrónicos orientados às empresas e aos governos e cujo modelo de negócio assenta na subscrição anual de serviços. Graças à cloud, a plataforma é um software as a service, ou seja, é uma tecnologia acessível em qualquer parte do mundo, e está presente atualmente em Portugal, Espanha, Alemanha, Colômbia e no México. Faturou 10 milhões de euros em 2014.

“O que fazemos é expor as oportunidades de negócio a um universo de concorrentes maior. As poupanças decorrem desse aumento da concorrência. Estamos a falar em poupanças entre os 10% e os 30%, em média, por categoria”, diz. Sobral explica que existem categorias em que essas poupanças são mais facilmente atingidas. “Por existirem empresas expostas a oportunidades de negócios às quais, em circunstâncias normais, não teriam acesso, isso faz que sejam mais agressivas comercialmente. Como compensação, as empresas têm um acesso a muito mais oportunidades de negócio que, em circunstâncias normais, não teriam. Acaba por ser um jogo equilibrado.”

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