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Waltz entra na valsa do comércio online. Promete entregas no dia seguinte

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Plataforma portuguesa entrega produtos de higiene e alimentos não perecíveis em Lisboa desde o início do ano.

Sem lojas nem armazéns, custos de manutenção ou funcionários. O Waltz é um dos primeiros supermercados a nascer no online no mercado nacional. Fundada por Fábio Matos Cruz, esta startup arranca com a venda de produtos frescos, mercearia, biológicos, bebidas e artigo de higiene e limpeza. A entrega é feita em Lisboa no dia a seguir ao pedido e a fonte de receita está na margem de lucro ganha com o fornecedor.

“O nosso serviço não é de acordo com a necessidade imediata da pessoa; não são compras por impulso. Temos pedidos programados, o que nos dá flexibilidade para não termos de armazenar os produtos por muito tempo. Não precisamos de comprar antecipadamente aos fornecedores e esperar por vendê-los sem correr o risco de perecerem”, explica Fábio Matos Cruz em entrevista ao Dinheiro Vivo. Os fornecedores enviam os produtos à Waltz durante a manhã.

As encomendas da Waltz (ver mapa) são entregues, numa fase inicial, em dois horários, entre as 16h e as 18h e entre as 20h e as 22h. Para já, o cliente não paga comissões. “Enquanto estivermos no período experimental não vamos cobrar o custo de entrega, para facilitar a conversão de compra. Daqui a dois meses, passaremos a cobrar um euro por encomenda, bem abaixo dos sete euros cobrados em média pelos supermercados.”

A entrega, numa fase inicial, é feita pelos próprios fundadores da Waltz, que contam com uma carrinha. O baixo custo da encomenda é explicado com a lógica totalmente digital desta startup. “Nos supermercados, ainda há muito foco no offline e são recorrentes os problemas com ruturas de stock e atrasos nas entregas. As pessoas parece que ainda não pararam muito para pensar em como podem melhorar as entregas online.”

O retalho tradicional, acrescenta o cofundador, “compra os produtos junto dos fornecedores e ajusta o preço de forma a conseguir o lucro sobre a venda e diluir custos de manutenção da operação”. Esta diferença “nota-se sobretudo nos produtos orgânicos”, uma das grandes apostas desta empresa de entregas.

A ideia da Waltz nasceu em 2017, o ano em que os portugueses começaram a conhecer melhor os serviços de entrega de refeições, como a Glovo e a UberEats, que juntaram-se à NoMenu e à Sendeat. Ao sondar o mercado, Fábio Matos Cruz percebeu que havia uma falha no mercado. “Estava habituado a usufruir deste tipo de serviços online de pedir comida, compras e medicamentos.”

O software foi desenvolvido internamente e o negócio arrancou com um investimento de 10 mil euros, sobretudo para a divulgação da empresa. O público-alvo situa-se entre os 35 e 55 anos, “que não podem correr o risco de ficar sem comida para dar aos filhos”. Com a entrega no dia seguinte, a Waltz “não quer atrapalhar a rotina das pessoas”.

Aposta no Porto e nos frescos

A Waltz prepara-se para juntar novos produtos ao carrinho de compras virtual. Será possível, em breve, encomendar carne e peixe, que serão entregues mediante acordos com talhos ou peixarias. Este passo está a ser acautelado pela empresa por causa das questões da refrigeração “e para ter um impacto mínimo no preço”. A aposta em outros tipos de produtos será “cuidadosamente avaliada” para não haver confusões com as empresas de entrega de refeições.

Em março, a Waltz espera poder tratar das entregas em toda a cidade de Lisboa e quer chegar a todo o distrito ainda este semestre. A entrada na cidade do Porto poderá ocorrer ainda este ano, assim como a entrega dos produtos no próprio dia da encomenda. Este crescimento será mais fácil de concretizar se houver business angels com vontade de apostar neste supermercado virtual.

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