Web Summit

Web Summit em 2019? “Há negociações com várias cidades incluindo Lisboa”

6 November 2017; General views prior to Web Summit 2017 at Altice Arena in Lisbon. Photo by Seb Daly/Web Summit via Sportsfile
6 November 2017; General views prior to Web Summit 2017 at Altice Arena in Lisbon. Photo by Seb Daly/Web Summit via Sportsfile

O diretor de comunicação do Web Summit admite que não está ainda decidido em que cidade vai realizar-se a edição do próximo ano.

“Há negociações com várias cidades incluindo Lisboa”. As palavras são de Mike Harvey, Head of Strategic Communications da Web Summit, em entrevista telefónica ao Dinheiro Vivo, quando questionado sobre a possibilidade do evento ficar mais dois anos (2019/2020) na capital portuguesa. Em 2015, quando as autoridades portuguesas e a Web Summit acordaram a vinda do evento para Lisboa, ficou estabelecido que este ficava por três anos (2016,2017 e 2018) na cidade, havendo a possibilidade de essa permanência ser alargada por mais dois anos (2019 e 2020).

Mike Harvey não quis adiantar mais detalhes, nem pronunciar-se sobre uma data para que o tema fique fechado. Contudo, quando questionado se a Web Summit gostava de Lisboa, o responsável fez rasgados elogios à cidade.

“Não haja dúvidas que adoramos Lisboa. Pensamos que Lisboa é uma cidade maravilhosa. O evento tem estado a crescer e continua a crescer em Lisboa. A própria cidade é uma das maiores atrações para os nossos participantes. A Night Summit, a Pub Summit, a Sunset Summit – todas estas coisas aconteceram de forma tão brilhante por [causa] do envolvimento da cidade. Trabalhámos e continuamos a trabalhar este ano com o governo português, com a Startup Portugal, e todas as outras entidades, para termos um evento maravilhoso [este ano]”, acrescenta.

No final de abril, a secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, dizia ao Dinheiro Vivo que “em relação à edição deste ano [da Web Summit] já reunimos desde janeiro a ‘task force’ que está prevista nesse sentido” e antecipava a realização de um novo encontro nas semanas subsequentes. “Naturalmente, é do nosso interesse que a Web Summit fique em Portugal. O governo português nunca é passivo em relação ao que considera importante”, acrescentou.

70 mil pessoas em Lisboa

A organização revela hoje os primeiros oradores para o evento deste ano, que conta com alguns “repetentes”, como a comissária europeia com a tutela da concorrência, Margrethe Vestager, Sean Rad, co-fundador do Tinder, Gillian Tans, CEO da Booking.com. Entre as novidades estão: Young Sohn, presidente da Samsung Electronics, Devin Wenig, CEO da eBay, Mark Schneider, CEO da Nestlé, Evan Williams, co-fundador do Twitter e fundador do Medium.

“Concentramo-nos em ter as pessoas mais importantes da área tecnológica e fora do mundo da tecnologia a falar [na Web Summit]. Por vezes, essas pessoas continuam a ser as mesmas. Margrethe Vestager continua a ser comissária europeia da concorrência” e uma das personalidades mais importantes do mundo, disse Mike Harvey.

Na edição do ano passado marcaram presença mais de 60 mil pessoas. E a organização estima que este ano esse número cresça para cerca de 70 mil pessoas. O ritmo de crescimento de participantes tem vindo a aumentar desde a sua fundação. Há oito anos, quando o evento foi lançado em Dublin, participaram cerca de 400 pessoas e este ano são estimados cerca de 70 mil pessoas.

Quantas pessoas pensam que é possível ter nestes eventos? “É uma boa pergunta e a resposta honesta é: não sabemos. Queremos que os eventos decorram garantido que os participantes têm uma experiência fantástica. Queremos garantir que as pessoas têm bons palcos e acesso a bom ‘networking’”, adianta o responsável da comunicação da Web Summit.

A edição da Web Summit decorre em Lisboa entre 5 e 8 de novembro.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

O ministro das Finanças, Mário Centeno (C), acompanhado pelos secretários de Estado, da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca (E), dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes (2-E), do Orçamento, João Leão (2-D), e do Tesouro, Álvaro Novo (D), fala durante conferência de imprensa sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), realizada no Salão Nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa, 16 de outubro de 2018. Na proposta de OE2019, o Governo estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,2% no próximo ano, uma taxa de desemprego de 6,3% e uma redução da dívida pública para 118,5% do PIB. No documento, o executivo mantém a estimativa de défice orçamental de 0,2% do PIB no próximo ano e de 0,7% do PIB este ano. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Conheça as principais medidas do Orçamento do Estado para 2019

O ministro das Finanças, Mário Centeno (C), acompanhado pelos secretários de Estado, dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes (E), do Orçamento, João Leão (2-D), e o Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix (D), fala durante conferência de imprensa sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), realizada no Salão Nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa, 16 de outubro de 2018. Na proposta de OE2019, o Governo estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,2% no próximo ano, uma taxa de desemprego de 6,3% e uma redução da dívida pública para 118,5% do PIB. No documento, o executivo mantém a estimativa de défice orçamental de 0,2% do PIB no próximo ano e de 0,7% do PIB este ano. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Dos partidos aos sindicatos, passando pelo PR, as reações ao OE 2019

Outros conteúdos GMG
Web Summit em 2019? “Há negociações com várias cidades incluindo Lisboa”