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Web Summit. Paddy Cosgrave diz que “não há problema nenhum com o espaço”

Primeiro-ministro António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina e o CEO da Web Summit Paddy Cosgrave. Outubro de 2018. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Primeiro-ministro António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina e o CEO da Web Summit Paddy Cosgrave. Outubro de 2018. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O líder da Web Summit deu uma entrevista ao Observador e disse que está prevista a abertura de um segundo escritório em Portugal, desta vez no Porto.

No início de novembro, arranca mais uma edição da Web Summit em Lisboa. Esta vai ser a primeira no âmbito do acordo alcançado no ano passado para que o evento se realize na capital portuguesa durante uma década. Um dos compromissos assumidos passa por um aumento da capacidade de exposição uma vez que a Web Summit já reconheceu que gostava de contar com mais participantes que nas últimas edições – foram 70 mil no ano passado.

Para este ano estava previsto que houvesse já um aumento do espaço de exposição da FIL (evento realiza-se na FIL e Altice Arena, no Parque das Nações). Paddy Cosgrave, líder da Web Summit, em entrevista à rádio Observador esta quarta-feira, não abre muito a porta sobre o tema tal como o tinha feito há um mês numa longa entrevista ao Dinheiro Vivo, dizendo apenas que: “tudo o que sei é que estamos em Portugal nos próximos dez anos e a partir daí não me preocupo muito. O local para eventos que mais gosto é o Altice Arena”. “É um sítio muito especial. Adorava poder continuar a usar o Altice Arena”, acrescentou.

Em abril passado, Paddy Cosgrave esteve em Lisboa com o maior construtor e operador de centros de exposição e conferências a mostrar espaços que, potencialmente, poderiam acolher um novo centro de congressos na capital. Após a vinda destes especialistas, o semanário Expresso noticiou o mau-estar entre a autarquia da capital e a Fundação AIP, que gere a FIL, relacionado com plano de expansão deste espaço, colocando em causa a realização da Web Summit na FIL nas próximas edições.

O acordo alcançado entre o governo, Câmara Municipal de Lisboa e Connected Intelligence Limited (CIL), dona da Web Summit, – escreveu o Dinheiro Vivo em maio – prevê a possibilidade de rescisão em três situações. Se as entidades nacionais não cumprirem os pagamentos previstos (11 milhões por ano, dos quais três milhões pagos pela autarquia); se a Câmara de Lisboa não cumprir os compromissos relativos à ampliação do local do evento num “período contínuo superior a um ano”; ou, por último, se a CIL decidir não continuar a realizar o evento em Lisboa. Relativamente aos planos de expansão do local da conferência, uma das cláusulas do acordo indica que a autarquia liderada por Fernando Medina tem de garantir que a Fundação AIP (dona da FIL) fará a expansão do local do evento com o plano de ampliação em todos os sentidos. O alargamento deverá ser feito em duas fases: a primeira em outubro deste ano e a segunda em outubro de 2021.

O alargamento do espaço para a edição deste ano – que a organização estima que volte a contar com cerca de 70 mil pessoas – vai ser feito através de estruturas temporárias. “Há muitas formas de se ter 13 mil metros quadrados com estruturas temporárias – tendas muito grandes que são uma solução perfeita para o que fazemos; já usamos muitas estruturas temporárias”.

Além disso, notou que “não é sequer uma ponte que estejamos a atravessar” a questão de uma eventual indemnização pelo facto de a primeira fase das obras na FIL não estarem concluídas. “Não há problema nenhum com o espaço”.

Já neste mês de setembro, a solução para o futuro dos congressos em Lisboa está encontrada e é junto à nova FIL, no Parque das Nações, falta apenas entendimento sobre quanto e como será financiado o projeto. O anúncio foi feito por António Costa e põe um ponto final às dúvidas que permaneciam relativamente ao modelo que irá ser desenhado para assegurar eventos de grande capacidade em Lisboa, como a Web Summit, mas não só. Sobre esta questão, Paddy Cosgrave não fez grandes comentários: “antes de entrar para aqui vi que eram esses os rumores”.

Quanto à vinda à capital portuguesa com operadores de centros de conferências na primavera passada sublinhou que, apesar de não poder falar em nome da cidade, “acho que estavam à procura de várias opções porque quando estás a considerar opções é bom ter as opiniões e pontos de vista das pessoas que são as melhores do mundo a fazerem isto. E passa-se o mesmo com todo o resto; na vida e nos negócios. Estás a ter em conta as opções que tens e se for possível ter o concelho de alguém com conhecimento deves pelo menos ouvi-lo”.

Ida para o Porto

Já com um escritório em Lisboa, a Web Summit prepara-se para abrir uma segunda estrutura a Norte. “Estamos prestes a abrir um escritório no Porto. Um dos nossos líderes de engenharia, que é responsável do nosso lado pelo wi-fi, vai mudar-se de Dublin para o Porto e vamos construir uma pequena equipa à sua volta”.

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