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Web Summit. Startups de 2016 já arrecadaram 60 milhões de euros de investimento

REUTERS/Rafael Marchante
REUTERS/Rafael Marchante

As empresas portuguesas que participaram na primeira edição da cimeira em Lisboa estiveram presentes em 41 rondas de financiamento.

As startups portuguesas que participaram na primeira edição da cimeira tecnológica Web Summit em Lisboa, há três anos, já arrecadaram quase 60 milhões de euros em financiamento após 41 rondas de investimento, informou a organização à agência Lusa.

A quatro meses da edição de 2019 da Web Summit, que se realiza entre 04 e 07 de novembro no Parque das Nações (Altice Arena e FIL), em Lisboa, a organização indica à Lusa que “existem vários casos de startups (empresas com potencial de crescimento) que levantaram montantes substanciais de investimento” por contactos naquela conferência ou mesmo em negócios feitos durante o evento.

“As empresas portuguesas que estiveram presentes na primeira edição da Web Summit em Lisboa, em 2016, passaram por 41 rondas de investimento, levantando mais de 67 milhões de dólares [quase 60 milhões de euros] em financiamento”, precisa a organização na resposta enviada à Lusa. Para a organização, esta é “uma prova do potencial de negócios do evento e da contribuição para a economia portuguesa”.

A Web Summit chegou a Lisboa em 2016 e trouxe 53 mil pessoas de 166 países, 15 mil empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores de topo e 2.000 jornalistas internacionais. No ano seguinte, em 2017, estes números subiram para um total de 60 mil participantes de 170 países, 1.200 oradores, duas mil ‘startup’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas. Já em 2018, registaram-se mais de 70 mil participantes de mais de 170 países, cerca de 2.600 jornalistas de todo o mundo e marcaram ainda presença duas mil ‘startup’ de todo o mundo.

Para este ano, foram já confirmadas nomes de 300 oradores, alguns repetentes, entre os quais os dos empresários Gillian Tans (plataforma Booking), Brad Smith (Microsoft Corporation), Devin Wenig (eBay), Randy Freer (serviço Hulu) e Phil Spencer (Xbox).

Outra das novidades é a abordagem de novos temas, como o jogo eletrónico (‘gaming’) e os serviços que disponibilizam vídeo em tempo real (‘streaming’). Dois dos palcos existentes no evento, dedicados à área das finanças (MoneyConf) e do investimento (Venture), também serão alargados. A organização vai, ainda, promover um evento secreto dirigido a 500 ‘startup’ promissoras.

Os escritórios da Web Summit em Lisboa contam, atualmente, com 10 pessoas (cinco portugueses e cinco estrangeiros), estando prevista a contratação de 16 novos colaboradores este ano para cargos de gestão e de especialistas. Além de Lisboa, existem escritórios em Toronto (Canadá) e em Hong Kong (China), sendo que a sede continua a ser Dublin (Irlanda).

Inicialmente, estava previsto que a cimeira ficasse em Portugal por apenas três anos, mas em outubro do ano passado foi anunciado que o evento continuará a ser realizado em Lisboa por mais 10 anos, ou seja, até 2028, mediante contrapartidas anuais de 11 milhões de euros e a expansão da FIL.

Apesar do crescimento, o evento tem sido, também, pautado por polémicas, como dificuldades nos acessos — rodoviários e transportes públicos — e problemas na entrada do evento (em 2016), a escolha do Panteão Nacional para um jantar exclusivo da Web Summit (em 2017), o controverso convite feito à líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, que foi depois retirado (em 2018) e ainda queixas de jornalistas no acesso à informação (também no ano passado).

“A Web Summit orgulha-se das suas conquistas e está satisfeita com a escolha de Lisboa como a cidade anfitriã do evento”, conclui a empresa na informação enviada à Lusa.

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