Dinheiro Vivo TV

Web Summit. Startups de peso ficam fora da lista das 150 escolhidas

A carregar player...

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, desta vez só as startups mais pequenas vão receber o apoio.

“Queria congratular as 150 startups [escolhidas para participar na Web Summit a metade do preço], que são a melhor representação de Portugal. É uma grande oportunidade mas também uma responsabilidade.” O ministro da Economia deixou, assim, uma palavra de força às empresas portuguesas vencedoras do programa Road 2 Web Summit.

Durante um evento no Hub Criativo do Beato, em Lisboa, onde se comemorou o primeiro aniversário da Startup Portugal, entidade responsável pela estratégia nacional para o empreendedorismo, Caldeira Cabral falou logo a seguir a Paddy Griffith, o responsável da organização da Web Summit, a quem coube o anúncio de que estavam já escolhidas as startups que vão ter acesso à cimeira tecnológica que se realiza em novembro, em Lisboa, a metade do preço.

Leia aqui: Simon Schaefer: “Impacto da Web Summit demora três anos até ser sentido”

Ao contrário do ano passado não houve subida ao palco, nem sequer foram indicadas as empresas selecionadas. Paddy Griffith explicou antes os benefícios que as vencedoras vão ter acesso e que incluem dois dias de bootcamp, durante os quais as equipas vão receber dicas e mentoria para conseguirem aproveitar ao máximo a Web Summit.

A lista das selecionadas tinha, entretanto, sido já entregue aos jornalistas e divulgada no site oficial da Startup Portugal. Se, por um lado, é possível notar vencedores repetentes, como a Pet Universal e a Probe.ly, por outro, uma das maiores diferenças em relação à edição de 2016 – quando foram escolhidas 66 startups que acederam gratuitamente à Web Summit – é que, este ano, nas 150 escolhidas, ficaram de fora as empresas com maior peso como a Science4You, a Facestore, a Prodsmart ou a Hole19, que tinham sido selecionadas na edição passada.

O Dinheiro Vivo sabe que essa opção foi intencional, de forma a que o apoio fosse atribuído às startups mais pequenas – e com menos capacidades financeiras e maior necessidade de exposição – em detrimento das maiores. Ou seja, foram apenas escolhidas empresas Alpha e ficaram de fora as Beta e Start. “As Alpha são startups que estão mesmo a começar: equipas pequenas, com pouco ou nenhum investimento, algumas ainda nem entraram no mercado e que vêm à Web Summit para que o evento as ajude a lançarem-se. As startups Beta são mais avançadas, já com produto testado no mercado e com investimento recebido, apesar de ainda serem recentes, e que vêm, sobretudo, procurar investidores.

Leia aqui: Web Summit cresce mas mantém-se apenas na FIL e Meo Arena

Por último, as Start são as startups de crescimento consolidado, com várias rondas de investimento e mais do que um escritório, que procuram novos clientes e parceiros de topo na Web Summit para se expandir e entrar noutras geografias, como a Uniplaces, a Aptoide, a Codacy e a Unbabel”, explica ao Dinheiro Vivo Paddy Griffith.

As 150 empresas portuguesas escolhidas no âmbito do programa Road 2 Web Summit, que vão ter acesso à conferência a metade do preço, têm agora pouco mais de um mês para se prepararem para o evento. A meio de outubro haverá duas sessões de bootcamp, a 18 e a 19, em Lisboa, e a 25 e 26, no Porto, organizadas pela Startup Portugal, com o apoio da Beta-i.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

EPA/MICHAEL REYNOLDS

Ação climática. Portugal vai ter de gastar mais de um bilião de euros

2. Fazer pagamentos à frente do empregado

Consumo: seis em cada 10 portugueses paga as compras a prestações

Outros conteúdos GMG
Web Summit. Startups de peso ficam fora da lista das 150 escolhidas