Why Not Soda. Refrigerante bio por paixão a Portugal

Primeira marca portuguesa de refrigerantes biológicos, criada por três alemães, tem sabor a limão. Receita chega aos supermercados até ao fim do verão

A Why Not Soda é a primeira marca portuguesa de bebidas sem álcool que aposta em refrigerantes biológicos. O negócio foi criado, no ano passado, por três sócios alemães, que já têm cerca de 130 pontos de venda. Até ao final do verão, a Why Not Soda vai chegar aos supermercados e vai haver um segundo sabor ainda neste ano.

A Lemon’Mate foi a primeira aposta da Why Not Soda, no ano passado. “Apenas usamos ingredientes naturais e conseguimos, sem corantes nem conservantes, uma receita à base de erva-mate, limão e cafeína”, explica Nils Schwentkowsi, um dos três fundadores, juntamente com Steffi Hunstock (mulher de Nils) e Hendrik Raufmann.

Todos os ingredientes utilizados têm origem em culturas biológicas, mesmo a cana-de-açúcar, embora ainda seja necessário exportar alguma da matéria-prima.

O refrigerante é produzido numa fábrica de cerveja biológica em Oliveira de Azeméis, “por falta de unidades fabris de média dimensão para produzir bebidas”. Do último lote, no início do ano, saíram da fábrica 24 mil garrafas. Atualmente, a Lemon’Mate está à venda em 130 pontos de venda, do norte a sul do país, em bares, cafés e em festas mais alternativas. Por causa da “elevada cafeína”, a bebida não é recomendada para crianças, grávidas e lactantes.

A ideia da Why Not Soda nasceu em 2016. “Estivemos pela primeira vez em Portugal, durante alguns meses. Na Alemanha, reparámos que nos últimos 15 anos houve uma grande mudança no mercado dos refrigerantes, que normalmente têm muitos ingredientes artificiais. Percebemos que em Portugal também havia interesse na cerveja artesanal e que também poderíamos ter uma marca alternativa de refrigerantes.”

Com o mercado português estudado, Nils e Steffi voltaram à Alemanha para trabalhar mais um ano e garantir que iriam conseguir dinheiro suficiente para lançar a bebida em Portugal. Em 2017, o casal fez várias experiências até chegar à fórmula atual.

Nils e Steffi voltaram a Portugal no início do ano passado e instalaram-se na Ericeira, com as duas filhas. Atualmente, contam com o apoio da Startup Lisboa e receberam um prémio de dez mil euros, no final de 2018, no primeiro programa de aceleração de startup dedicado à área alimentar, From-Start-to-Table.

Ideias não faltam aos fazedores alemães: contam chegar às prateleiras de um “supermercado português ainda neste verão” e já estão a preparar para lançar um segundo sabor “de cor vermelha, ainda neste ano”.

A ponderar a captação de financiamento de 250 mil euros em ronda seed (semente), a Why Not Soda quer começar a vender refrigerantes na internet. No médio prazo, Espanha e França poderão ser as primeiras apostas de internacionalização: mas “é preciso criar unidades de produção em cada um dos países, por questões de sustentabilidade”.

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