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Wigo. Partilhar trotinetes elétricas com desconto em museus

Martín di Stefano é um dos dois fundadores da Wigo, que vai começar a partilhar 200 trotinetes elétricas em Lisboa no início de 2019. Cada trotinete terá uma autonomia de cerca de 40 quilómetros e poderá circular em toda a cidade. FOTO: DR
Martín di Stefano é um dos dois fundadores da Wigo, que vai começar a partilhar 200 trotinetes elétricas em Lisboa no início de 2019. Cada trotinete terá uma autonomia de cerca de 40 quilómetros e poderá circular em toda a cidade. FOTO: DR

Um brasileiro e um argentino vão investir um milhão de euros para lançar, em fevereiro, uma empresa rival da Lime. Lisboa vai ser a primeira cidade.

A Wigo será a terceira empresa a partilhar trotinetes elétricas em Portugal. Rival da norte-americana Lime e dos portugueses da iomo, esta startup vai iniciar as operações em Portugal em fevereiro, com 200 veículos em Lisboa. Fundada pelo argentino Martín di Stefano e pelo brasileiro Santiago Morando, quer destacar-se dos concorrentes por causa dos descontos nas entradas em museus e outros espaços culturais. O investimento é de um milhão de euros.

“Temos estado em negociações com a Câmara de Lisboa, para perceber o que é necessário fazer ao nível da legislação. Queremos ser uma solução que não crie mais um problema para a cidade”, destaca Martín di Stefano em entrevista ao Dinheiro Vivo.

A aplicação móvel da Wigo será semelhante à da concorrência: em Lisboa, as trotinetes elétricas serão deixadas de manhã, em 90 locais pré-determinados pelo município, por colaboradores da empresa ou particulares, que na noite anterior recolhem as trotinetes e carregam a bateria.

Ao longo do dia, os utilizadores podem deixar os veículos de duas rodas em qualquer zona de Lisboa, exceto nos bairros do centro histórico, como o Castelo e a Baixa. O preço também é igual à concorrência: paga um euro assim que pegar na trotinete e mais 15 cêntimos por minuto.

Os utilizadores desta empresa poderão ainda aceder à oferta turística de Lisboa dentro da aplicação. “Estamos a procurar parcerias com museus e outros operadores turísticos que permitam descontos e a entrada mais barata em museus.”

Apesar de parte do desenvolvimento tecnológico ser feito na Argentina, a Wigo está à procura de um escritório e de uma oficina para instalar os seus serviços em Portugal. A zona de Alcântara está a ser privilegiada porque “tem muitas startups e aposta bastante na tecnologia”. Em território português, esta empresa deverá contar com 10 pessoas, preveem os fundadores.

Leia aqui: Opinião – Livrem-se destes passarinhos em Lisboa

Martín di Stefano criou a Wigo depois de ter liderado uma empresa de importação de peças de roupa na Argentina durante quase 15 anos. Vendeu a empresa há pouco mais de três meses e criou este negócio de partilha de trotinetes por paixão.

O argentino, para compreender melhor este negócio, esteve nos Estados Unidos numa apresentação da Bird, uma das maiores empresas de partilha de trotinetes elétricas. Martín di Stefano juntou-se depois a Santiago Morando, um antigo colega de escola do Brasil, que tornou-se amigo e parceiro deste negócio.

Cascais e Leiria são outras cidades portuguesas que vão poder aceder a este serviço. “Cascais é uma cidade pequena mas bastante turística; Leiria tem uma universidade bastante grande mas praticamente não tem meios de transporte.”

A segunda fase de expansão será internacional, com a aposta em grandes cidades como Madrid e Buenos Aires, na segunda metade de 2019. Isso irá acontecer assim que forem concluídas outras rondas de investimento, que serão cruciais para ajudar a Wigo a entrar noutras cidades.

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